29 agosto 2016

HISTÓRIA DO DIREITO

Uma supersíntese sobre a história do direito, do advogado e da OAB

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A Constituição Federal do Brasil dispõe no seu artigo 133 que
 "o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei".
 
A MAIS HUMANA DAS PROFISSÕES

“A vida do advogado é, ao mesmo tempo, gratificante e decepcionante, porque ele cuida da alma humana. Ele é o homem presente nas crises. É o homem que deve corrigir os erros dos outros, na busca da justiça e da paz social. O exercício da advocacia é uma permanente missão social. Sem o direito não há justiça, e sem justiça não há liberdade.”  Rubens Approbato Machado


UMA BREVÍSSIMA HISTÓRIA DO DIREITO OU SEMPRE AO SEU LADO

"Toda história é remorso." Drummond

 
Quarenta séculos de história nos contam que o direito sempre esteve presente no cotidiano da comunidade humana. Por isso, nós não nos massacrarmos miseravelmente até hoje em escala global e de maneira irreversível e por isso também aprendemos a complexa arte de convivermos com nossos semelhantes-dessemelhantes e maximizamos nosso potencial humano planetário. Sem o direito não poderia haver sociedade civilizada. (O despertar do Direito é a aurora da civilização.) Sem o direito tudo seria caos e carnificina. Assim, direito é amor, ordem e progresso. Direito é conhecimento, poder e nobreza. Antiguidade, Babilônia, século 18 a. C, é criado o primeiro conjunto oficial de normas sociais, o Código de Hamurabi. Célebre por pregar a lei de talião “Olho por olho, dente por dente...”. Assim, o castigo aplicado a um acusado era proporcional ao mal que ele porventura causasse. Por exemplo, se alguém estuprou e matou outrem, esse individuo repulsivo seria igualmente violado e assassinado como sua vítima provavelmente gostaria que ele fosse. Ao longo do tempo o direito evoluiu na história até a conquista dos direitos humanos e a consolidação do ideais iluministas de igualdade, liberdade e fraternidade deflagrados durante a Revolução Francesa.
 
 



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A principal base do Código de Hamurabi é a chamada lei de talião ou lei da equivalência: olho por olho e dente por dente. Segundo o filósofo Leonardo boff,  tal lei embora aplicada pelos homens até hoje na prática é um erro, pois olho por olho e dente por dente e ficaremos todos cegos e banguelos
 
Brasil, primeiras leis: Ordenações Afonsinas de Portugal. 1822, independência do Brasil. 1916, promulgado nosso primeiro código de leis, o Código de Direito Civil brasileiro. 2002, aprovado o atual Código Civil brasileiro. Novidades introduzidas: redução da maioridade penal de 21 para 18 anos; a igualdade entre marido e mulher na condução da vida familiar, extinguindo-se a expressão “Chefe de família”; a perda da preferência da mãe na guarda dos filhos na dissolução conjugal; etc...
 
 
Atenas, Grécia. Péricles é considerado o primeiro advogado profissional da história. Grande orador, hábil em retórica, Péricles era um poeta, logógrafo (nome dado aos primeiros prosadores helênicos) e incorporou em seus versos assuntos jurídicos. Por isso, frequentemente era convocado para representar as partes envolvidas num julgamento perante os tribunais atenienses. Etimologicamente a palavra advogado significa “chamado para junto”. Um bom advogado precisa ter excelentes: raciocínio verbal, socialização, contato, lógica e razão. Honorários advocatícios, o mais importante, surgiu na idade média, por intervenção de são Tomas de Aquino. Antes era condenada a remuneração do trabalho do advogado. A advocacia era exercida por "amor aos amigos" (Imagina, queridos!?).
 

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 Edifício do Conselho Federal da OAB, em Brasília.

 
OAB: filtro do mercado, por assim dizer. Existe desde 1930. Objetivo: organizar a profissão e a entidade. Principal aliado: código de ética do advogado. Adiante! As primeiras faculdades brasileiras foram: Faculdade do Largo de São Francisco, inaugurada em 1828 e incorporada a USP em 1934. Alunos seus que se tornaram nomes ilustres da literatura brasileira: José de Alencar, Bernardo Guimarães, Álvares de Azevedo, Monteiro Lobato, Rui Barbosa além de ostentar alguns presidentes. Igualmente importante, a Faculdade de Direito de Olinda, também nascida em 1828 e anexada a UFPE em 1854. Escritores, presidentes e jornalistas famosos: Epitácio Pessoa, Nilo Peçanha, Tobias Barreto, Assis Chateaubriand, Barbosa Lima Sobrinho e José Lins do Rego. Por derradeiro, é importante informar que os advogados, homens e mulheres da lei, lutam para defender nossos direitos fundamentais protegidos pela nossa sagrada Constituição. Assim, nos tribunais ou nos negócios, todo cidadão, culpado ou inocente, tem direito a um advogado (É a lei.), este profissional liberal, argumentativo, polido, de pensamento critico e guardião da justiça. Amém.
Para refletir: o mal fascina nossa flutuante alma humana desde sua concepção imemorial. Todas as grandes obras literárias, filosóficas e cinematográficas englobam e esquadrinham de alguma forma a realidade dos conflitos de interesses, crimes, ódios, homicídios, agressões, traições, conspirações, violências sexuais, roubos, adultérios, injustiças atrozes e vinganças vermelhas. (O direito é a contenção do mal.) Não deixei de fazer Letras, Jornalismo ou Filosofia para comprar uma bela casa na praia no futuro. Sinceramente desejo colaborar na promoção da justiça, ajudar a defender os direitos dos mais desprotegidos e necessitados e contribuir para a redução do sofrimento social. Desde a Roma antiga os preceitos exemplares da genética jurídica são: viver honestamente, não lesar os outros e dar a cada um o que é seu. Afinal, a fonte fundamental do direito ocidental é o Corpus Iuris Civilis (Corpo de Direito Civil) legado do imperador romano Justiniano.


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“O drama específico da advocacia é que o conceito de especialização não exclui um conhecimento necessariamente abrangente de todas as áreas do direito, o que é difícil de obter, assim como se manter atualizado.” Fábio Amaral de França Pereira
 
DECLARAÇÃO DE AMOR
 
“Em minhas andanças por este Brasil afora, falando sobre a advocacia, costumo encerrar minhas manifestações divulgando alguns pontos que, no correr dos meus 50 anos de exercício profissional, considero que devem ser permanentemente observados pelos advogados:
· Ser paciente; deve saber ouvir. A impaciência, muitas vezes, pode fazer ocultar fatos relevantes que sejam decisivos na solução de uma demanda; · Manter, com rigor, o sigilo profissional; · Cumprir rigorosamente os deveres éticos, agindo com probidade tanto na vida profissional quanto na vida privada; · Tratar com cortesia e urbanidade as partes, os serventuários, os colegas, os Membros do Ministério Publico, os magistrados, respeitando e exigindo respeito; · Aperfeiçoar, permanente e constantemente, os conhecimentos gerais e jurídicos; · Escrever e falar bem, sendo elegante no linguajar; ser conciso e preciso na elaboração das peças processuais; · Ser o primeiro defensor de suas prerrogativas; · Estudar as causas sob seu patrocínio com zelo e diligencia; estar preparado para as audiências, sustentações orais e demais atos profissionais; · Amar a advocacia, reverenciando-a em todos os momentos, lembrando que o advogado trabalha com a alma humana.”
 
Rubens Approbato Machado


Fonte: livro Advogado, Publifolha, série profissões.

Para ler também: O que é o Direito?


Fonte: © obvious: http://obviousmag.org

Viúva não tem direito de habitar imóvel que ex-marido doou aos filhos

 

 

Superior Tribunal de Justiça

 
 
29/08/2016 - por Danilo Fernandes Christófaro 
 
 
             
Decisão dos ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou direito a uma viúva de habitar o imóvel onde vivia com seu falecido esposo. Antes de seu segundo casamento, o homem doou o bem aos filhos do primeiro casamento, mas devido à cláusula de usufruto, permaneceu morando no local até sua morte.
A decisão do tribunal encerra uma discussão de 63 anos sobre a posse do imóvel. A viúva recorreu ao STJ para permanecer na propriedade, alegando que o bem integrava o patrimônio do falecido, portanto estaria justificado seu direito e dos filhos do segundo casamento.
Na turma, a discussão foi sobre a possibilidade de reconhecer direito real de habitação ao cônjuge sobrevivente em imóvel que fora doado pelo falecido aos filhos, em antecipação de herança, com reserva de usufruto.
Peculiaridades
Para o ministro relator do recurso no STJ, Luis Felipe Salomão, o caso tem peculiaridades que impedem o exercício do direito de habitação do cônjuge sobrevivente. O magistrado destacou trechos do acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que havia que rejeitado o pleito da viúva.
A decisão do tribunal paulista destacou que ela ficou viúva de um usufrutuário do bem, e não do real proprietário, já que a doação havia sido concluída antes do segundo casamento. Para o ministro Salomão, é possível contestar o entendimento do TJSP, já que no caso analisado, a doação fora feita como antecipação de herança e, portanto, passível de revisão futura.
“Aquela simples doação de outrora, com cláusula de usufruto, não afastou, por si só, o direito real de habitação, uma vez que existem diversas situações em que o bem poderá ser devolvido ao acervo, retornando ao patrimônio do cônjuge falecido para fins de partilha e permitindo, em tese, eventual arguição de direito real de habitação ao cônjuge”, argumentou Salomão.

 
Incontestável
 
Mesmo com a ressalva, o ministro afirmou chegar à mesma conclusão (pela improcedência do pedido da viúva) com argumentos jurídicos distintos. Ele lembrou que a doação não foi ilegal.
O relator esclareceu que “a doação feita pelo ascendente ao herdeiro necessário que, sem exceder, saia de sua metade disponível, não pode ser tida como adiantamento da legítima.”
“Na hipótese peculiar em julgamento, não havendo nulidade da partilha ou resolução da doação, não há falar em retorno do imóvel ao patrimônio do falecido e, por conseguinte, sem respaldo qualquer alegação de eventual direito de habitação”.
Ele ressaltou que os filhos do segundo casamento e a viúva receberam outros bens na partilha, inclusive imóveis, tornando inválida a tese de que havia apenas uma moradia para a família ou que foram prejudicados na divisão de bens.
Disputa
O imóvel de 332 metros quadrados localizado em área nobre de São Paulo foi doado aos filhos do primeiro casamento em 1953, dias antes do segundo casamento. Devido à cláusula de usufruto, o homem permaneceu residindo no imóvel com sua segunda esposa, e posteriormente com os novos filhos.
Em 1971 ele faleceu. A homologação da partilha dos bens foi concluída em 1993. Desde 2000 o caso tramitava na Justiça. Com a decisão do STJ, os filhos do primeiro casamento (recebedores da doação) conseguiram a posse do imóvel. Fonte: STJ

4 séries imperdíveis para advogados disponíveis atualmente no Netflix



 

 
No Blog Juris Correspondente já falaram diversas vezes sobre séries e filmes jurídicos, que podem ser de grande interesse dos advogados e estudantes de Direito. Porém, caso você tenha se interessado, talvez tenha ficado em dúvida sobre como encontrar tais programas.
Assim, resolvemos trazer para nossos leitores as melhores séries e filmes jurídicos que podem ser encontrados no Netflix, a principal plataforma para se assistir a programas e longas de todas as épocas e gêneros. A coluna de hoje irá tratar sobre as séries e, num próximo texto, falaremos sobre os filmes.  Pronto? Então faça seu login no Netflix, e vamos começar!

 

Suits

 
 
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 Este drama legal estreou em 23 de junho de 2011, no canal USA, nos EUA, e desde então se tornou uma das séries de maior audiência da TV a cabo americana. Ela conta a história de Mike Ross (Patrick J. Adams), um jovem que abandonou a faculdade de Direito, apesar de sua inteligência e sagacidade. Mesmo assim, ele convence Harvey Specter, um dos principais advogados de Manhattan, a lhe dar um emprego em seu renomado escritório.
Assim, começa uma relação de amizade mútua entre os dois advogados. Afinal, enquanto Mike ainda tem muito a aprender sobre o Direito com Harvey, a simpatia e a preocupação do primeiro irão lembrar o segundo, aparentemente um sujeito frio e sem emoções, do porque ele resolveu advogar em primeiro lugar. Paralelamente, a dupla ainda precisará manter o segredo de Mike escondido de todos, em especial do arqui-inimigo de Harvey, Louis.
A série atualmente exibe sua quinta temporada nos EUA, com a sexta já confirmada para 2016. O Netflix possui as três primeiras, com a possibilidade das próximas serem adicionadas num futuro próximo.
 
 

How to Get Away With Murder

 
 
 
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Um dos principais sucessos da TV americana na última temporada, How to Get Away with Murder é a história de quatro estudantes de Direito, Michaela, Wes, Laurel e Patrick, que se esforçam para cair nas graças da sedutora e imponente professora de Direito Penal Annalise Keating (Viola Davis). Os jovens passam a trabalhar com Annalise em seu conceituado escritório, na Flórida, e logo são envolvidos numa misteriosa e chocante trama de assassinato e conspiração.
Criada por Shonda Rhimes, responsáveis por alguns dos dramas de maior audiência da televisão dos Estados Unidos, como Grey’s Anatomy e Scandal, How to Get Away with Murder é um drama denso, repleto de reviravoltas chocantes, que vão manter a audiência presa do começo ao fim. A performance de Viola Davis como a protagonista Annalise Keating, inclusive, lhe rendeu um Emmy de melhor atriz, na última cerimônia – fazendo história como a primeira vez em que uma atriz negra vence o prêmio.
A série começou a exibir sua segunda temporada nos EUA na segunda-feira, dia 24 de setembro. Porém, enquanto ela não chega oficialmente ao Brasil, aproveite para acompanhar o primeiro ano da série, atualmente disponível na Netflix.
 
 
 
 
 

Better Call Saul

 
 
 
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Spin-off do aclamado drama Breaking Bad, Better Call Saul conta a história do advogado do título antes anos de seu fatídico encontro com Walter White e Jesse Pinkman. Na época em que a série se passa, o futuro Saul Goodman ainda é conhecido como James “Jimmy” McGill (Bob Odenkirk), um advogado de Albuquerque que ainda tenta se firmar na carreira. Frustrado por ter sido demitido do rico e grandioso escritório Hamlin, Hamlin & McGill, Jimmy leva uma vida complicada, sendo obrigado a trabalhar numa salinha minúscula nos fundos de um salão de beleza (!).
Depois de lidar com toda sorte de bandidos e criminosos ao longo da temporada, ele finalmente recebe sua chance de crescer na carreira, ao desvendar o caso de uma fraude em um asilo. Porém, segredos do passado de Jimmy, bem como sua relação com seu irmão mais velho, Charles “Chuck” McGill (um famoso advogado e co-fundador do Hamlin, Hamlin & McGill, mas que passa seus dias em casa, por sofrer de uma bizarra doença), podem vir a jogar sua vida num caminho mais sombrio.
Better Call Saul foi aclamada pela crítica durante sua exibição, e indicada a 4 Emmys, inclusive de Melhor Série Dramática e Melhor Ator para Odenkirk. No Brasil, após ver o sucesso que Breaking Bad fazia no serviço de streaming, a Netflix comprou os direitos exclusivos de exibição, com os episódios estreando logo após irem ao ar nos EUA. Os dez episódios da primeira temporada estão disponíveis atualmente no serviço, bem como as cinco temporadas de Breaking Bad. Vale a pena conferir.
 
 
 

The Good Wife

 
 
 
 
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“Queridinha” da crítica de televisão americana desde sua estreia, em 2009, no canal estadunidense CBS, The Good Wife conta a história de Alicia Florrick (Julianna Margulies), uma advogada que é obrigada a retomar sua carreira após seu marido, o político Peter Florrick (Chris Noth) ser envolvido num escândalo sexual. Precisando sustentar os dois filhos adolescentes após a prisão do marido, Alicia retoma o trabalho na firma Stern, Lockhart & Gardner, comandada por Will Gardner (Josh Charles), um antigo colega da universidade.
Combinando um roteiro inteligente e uma excelente atuação de Julianna Margulies como a protagonista, The Good Wife recebeu excelentes críticas, e diversas indicações aos principais prêmios televisivos. Margulies, por seu papel, foi a vencedora de um Emmy, um Globo de Ouro, e duas vezes do SAG (o prêmio dado pelo Sindicato dos Atores).
A série atualmente irá estrear sua sétima temporada nos EUA. No Brasil, ela já foi exibida pelo Universal Channel, e hoje tem seus cinco primeiros anos disponíveis na Netflix. Se você ainda não assiste, não deixe de conferir um dos melhores shows em exibição da atualidade!
E aí, gostou das sugestões de hoje? Tem outra série jurídica no Netflix que não mencionamos aqui, e que você gostaria de acrescentar? Deixe seus comentários abaixo ou em nossa fan page!


Fonte  http://blog.juriscorrespondente.com.br

 

7 Filmes para Advogados Disponíveis Atualmente no Netflix

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Há algumas semanas, fizemos um post acerca das melhores séries jurídicas disponíveis no Netflix, para que você pudesse fazer sua maratona no feriado de 12 de outubro. Agora, com outro feriado se aproximando, eis aqui a segunda parte do post, desta vez abordando os melhores filmes para advogados para assistir na plataforma. Ou seja, uma excelente pedida para quem pretende passar o feriado em casa, na companhia de pipoca e refrigerante.
Pronto? Então faça seu login no Netflix e divirta-se!




 

O Sol é Para Todos

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No Netflix, é possível encontrar verdadeiros clássicos do cinema, alguns deles presentes em listas anteriores do Blog, e que são verdadeiros triunfos em roteiro, atuações e direção. É o caso de O Sol é Para Todos, por exemplo. Este clássico conta a história de Atticus Finch (o vencedor do Oscar Gregory Peck), um íntegro advogado da cidade de Maycomb, no Alabama. Viúvo, ele cuida de seus dois filhos, Jem e Scout, que vivem uma infância feliz e descomplicada. Porém, a rotina idílica de sua família é abalada quando Finch é o único advogado na região que aceita defender o negro Tom Robinson, acusado de estuprar uma mulher branca. Enfrentando o racismo típico da região, Finch se mantém firme, enquanto ensina uma lição de vida a seus filhos – e aos habitantes de Maycomb. Além disso, a cena climática do longa, passada num tribunal, entrou para a história do cinema, na qual Finch faz uma defesa apaixonada e comovente contra o preconceito, o racismo e a intolerância.

 

O Vento Será Tua Herança

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Este drama fala sobre um professor de uma escola americana do interior, levado a julgamento por ensinar o darwinismo para seus alunos, o que era proibido pelas leis do Tennessee na época. Batalhando nos tribunais pelo futuro do professor estavam dois renomados advogados: o estudioso da Bíblia e adversário do darwinismo Matthew Brady (Fredric March) na acusação e o controverso (e inimigo de longa data de Brady) Henry Drummond, num confronto que irá opor fé e ciência.

 

Kramer vs. Kramer





 
Um dos filmes mais marcantes dos anos 1970, esse emocionante drama conta a história de Ted Kramer (Dustin Hoffman) um executivo que valoriza mais o trabalho do que a família, até que sua mulher, Joanna (Meryl Streep) decide se divorciar. Deixado para cuidar sozinho de seu filho pequeno, Billy, Ted acaba finalmente formando laços com a criança. Porém, Joanna retorna e exige de volta a guarda integral da criança. Assim, começa uma longa e difícil batalha jurídica pela custódia de Billy, onde os pontos de vista do pai e da mãe serão valorizados e confrontados. Um grande clássico, vencedor de 5 Oscars (incluindo prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor e de Ator e Atriz Coadjuvante para Hoffman e Streep), e um filme essencial para quem estuda ou trabalha com Direito de Família.

 

As Duas Faces de um Crime

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O astro Richard Gere interpreta neste suspense o rico e bem sucedido advogado Martin Vail, que adora se manter nos holofotes da mídia. Assim, logo que o arcebispo de Chicago é encontrado morto, Vail logo vê uma chance imperdível de aparecer nas manchetes novamente, e aceita representar, sem cobrar honorários, o principal suspeito do crime, o coroinha Aaron Stampler (o então novato Edward Norton, no filme que o revelou em Hollywood). Porém, este é apenas o começo de um longa repleto de tensão e reviravoltas chocantes, que irão manter o espectador tenso durante todo o longa. Logo, conforme Vail aceita investigar o caso, ele descobre que a verdade é muito mais perturbadora do que ele poderia imaginar.





 

Amistad

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Uma das únicas incursões de Steven Spielberg, o mago por trás de obras como Tubarão, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida e E.T.: O Extraterrestre, nos filmes de tribunal foi com Amistad, um drama passado no período da escravidão nos EUA. Na trama baseada em fatos reais, um grupo de escravos a bordo se rebela e consegue tomar posse do navio negreiro La Amistad, que os levava para a América. Porém, sem saber como voltar para a África, acabam sendo enganados por dois tripulantes, que os conduzem até a costa de Connecticut, onde acabam presos e julgados pelo assassinato da tripulação. O caso toma proporções enormes, envolvendo até o presidente Martin Van Buren (Nigel Hawthorne) e a Rainha Isabella II da Espanha (Anna Paquin). Porém, é a atuação do ex-presidente americano John Quincy Adams que será decisiva para o destino dos escravos. No elenco, astros do calibre de Morgan Freeman, Matthew McConaughey e Anthony Hopkins, indicado ao Oscar por sua atuação como John Adams.

 

A Qualquer Preço

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Este drama foi baseado na história real do advogado Jan Schlittman, aqui interpretado por John Travolta. O protagonista, inicialmente, é sócio de uma firma cujo objetivo não é vencer os casos, mas sim garantir acordos financeiros lucrativos. Porém, isto muda quando ele aceita pegar o caso de oito famílias, cujas crianças morreram por causa de duas poderosas empresas que têm despejado produtos tóxicos na água que abastece a cidade de Wooburn, Massachusetts. O caso é levado a julgamento, que se prolonga por vários anos, ao ponto de levar a firma de Schlittman à beira da falência, o que faz com que seus colegas o abandonem para cuidar sozinho do caso.

 

Código de Honra

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Caso você esteja mais afim de ver assistir a um thriller, repleto de suspense e reviravoltas chocantes, procure por Código de Honra. Este longa é protagonizado por Chris Evans (o Capitão América dos filmes da Marvel) no papel do advogado Mike Weiss. Ele é um homem problemático, com uma vida marcada pelo abuso de drogas, ao passo em que seu parceiro Paul Dazinger (Mark Kassen, também co-diretor do filme) é um homem de família. Os dois aceitam o caso de Vicky Rogers (Vinessa Shaw), uma enfermeira que, após ser infectada pelo vírus HIV, inventou, com a ajuda de um engenheiro, uma agulha especial que se retrai em caso de introdução forçada – o que poderia salvar muitas vidas. O problema é que ninguém se dispôs a comprar a patente. Investigando o caso mais a fundo, Mike e Paul descobrem uma conspiração perturbadora, envolvendo uma poderosa companhia médica, disposta a tudo para derrotar os dois advogados nos tribunais.

 
 
E aí, já escolheu os filmes de tribunal que você vai ver no fim de semana? Comente conosco abaixo ou em nossas páginas no Facebook e Twitter!
 
 
 
 
 
 
 

28 agosto 2016

Carência afetiva e necessidade de auto-afirmação nas redes sociais

 
 
Com a democratização do acesso à internet e redes sociais, foram internalizados novos aspectos comportamentais e agregados novos valores sociais. Através destes contextos, criamos muitas vezes uma realidade pré-fabricada a partir das nossas carências afetivas e emocionais, sendo as redes sociais o grande termômetro da insatisfação e insegurança das pessoas consigo mesmas. Mas... até que ponto podemos nos satisfazer nos reinventando muitas vezes na irrealidade?

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Vivemos em uma época em que a maioria dos internautas se classificam nas gerações y e z. São jovens adultos e adolescentes que nos trouxeram mudanças comportamentais a partir de novos paradigmas tecnológicos relacionais, e que as gerações anteriores de uma certa forma foram compelidas a se atualizar.
Com a democratização do acesso a internet e redes sociais, foram internalizados novos aspectos comportamentais e agregados novos valores sociais. Presenciamos as transformações sociais reconfigurando o processo de subjetivação das novas maneiras de se relacionar com o mundo e com o outro.
No entanto, junto às conexões, fotos, selfies e check-ins, podemos concluir que as redes sociais foi o propulsor importante para denunciar a nossa fragilidade egoica. Necessitamos incessantemente da aprovação do outro através dos likes e comentários que elevam a nossa auto-estima. Necessitamos da validação, da aprovação do outro, em busca de convencermo-nos daquilo que não temos certeza em nós mesmos.
Esse olhar perscrutador, avaliador e validativo do outro acerca dos nossos estados emocionais, do nosso sucesso e bem estar nos leva à conclusão de que nós não estamos convencidos internamente daquilo que somos e do que sentimos. Existe uma fragilidade em tudo isto e não foi a internet que desenvolveu. Na realidade estas questões já existiam; a internet foi apenas a ferramenta eliciadora para a eclosão dos conteúdos que presenciamos dia a dia nas redes sociais.
Somos seres gregários e nos realizamos nos relacionamentos interpessoais que nos validam através do olhar do outro e isto além de legitimo, é necessario. No entanto, o que percebo nas redes sociais é uma necessidade premente e constante de autoafirmação, onde percebe-se o movimento de convencer o outro do que ainda não estamos convencidos em nós mesmos. Em outras palavras, as redes sociais é o grande termômetro da insatisfação e insegurança das pessoas consigo mesmas.
Isto é comprovado pelo simples raciocínio de que se não conseguimos nos satisfazer em um nível mais profundo, necessariamente precisamos buscar isto fora.


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E' fato que não somos e nunca fomos e nem seremos auto-suficientes, portanto,não podemos satisfazer sozinhos as nossas próprias necessidades e carências. Precisamos do outro, é do humano. Mas na internet existe uma caricaturização, uma exacerbação do nosso narcisismo.
Sendo assim, as redes sociais "caiu como uma luva" para a insatisfação humana e pra necessidade fundamental do olhar de aprovação do outro enquanto sujeito que necessita ser valorado e reconhecido, causando um aprisionamento desta necessidade constante de criar muitas vezes uma personalidade fictícia, uma realidade muitas vezes mascarada para satisfazermos as nossas fantasias e necessidades profundas.
Até que ponto acreditamos nesta realidade da felicidade constante, dos amores de contos de fadas, em uma vida sem problemas?
Nos afugentamos nas redes sociais para criarmos esta possibilidade. Criamos muitas vezes uma realidade pré-fabricada a partir das nossas carências afetivas e emocionais. Vivemos o que gostaríamos de viver na realidade e isto agora foi possibilitado pela socialização da internet.
 
 
...Mas... até que ponto podemos nos satisfazer nos reinventando muitas vezes na irrealidade?


Fonte © obvious: http://obviousmag.org

Grandes Mulheres da Literatura em 14 Filmes Imperdíveis

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Histórias reais quase sempre emocionam, e quando elas falam de escritoras e poetisas, as quais admiramos, parece que o fascínio se torna ainda maior. Em comum nessa lista de 14 filmes biográficos estão grandes mulheres que com poesia e prosa mudaram o mundo. Cada filme, com sua peculiaridade, é capaz de despertar em nós interesse, fascinação e até mesmo desapontamento, pois como leitores não cansamos de idealizar aquelas que um dia nos sussurraram aos ouvidos as mais belas palavras.

Todos filmes abaixo são biográficos e têm como protagonistas grandes poetisas e escritoras. Espero que gostem da seleção!


1. As Irmãs Brontë / De André Techiné, França, 1979


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Esse filme é o quarto do diretor Techiné e inesperadamente foi relançado em 2014 em DVD no Brasil. O enredo se passa em Yorkshire, na Inglaterra do século XIX, e fala da vida das três irmãs escritoras Brontë, Charlotte (Marie-France Pisier), Emily (Isabelle Adjani) e Anne (Isabelle Huppert), que apesar de terem morrido jovens e de terem vivido bastante reclusas, se tornaram ícones da literatura mundial. No filme também aparece o irmão pintor das escritoras, que possivelmente serviu de inspiração para elas em muitos momentos.


2. Entre Dois Amores / De Sydney Pollack, EUA, 1985


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Com uma interpretação maravilhosa de Meryl Streep e de Robert Redford e com uma fotografia e enredo primorosos, é um achado na Netflix. Baseado na história real da escritora dinamarquesa Karen Christenze Dinesen (1885-1962), que mais tarde passaria a ter o nome de baronesa Karen von Blixen-Finecke, o filme se passa no começo do século vinte e retrata uma mulher muito à frente de seu tempo que por causa de um casamento por conveniência parte para a África e lá encontra o verdadeiro amor. O livro da escritora intitulado Out Of Africa, deu embasamento para o filme. No Brasil podemos encontrar o livro Sombras na Relva, de Dinesen, no qual ela conta sobre a vida, amores e a fazenda no Quênia.
 
 
3. Henry & June – Delírios Eróticos / De Philip Kaufman, Reino Unido, 1990


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Esse filme é tremendamente erótico, sedutor e com ótimas interpretações, com destaque para a atriz Maria de Medeiros que interpreta Anaïs Nin. O enredo é tecido tendo como base os escritos de Anaïs em extensos diários bastante detalhados - podemos encontrar o livro da autora, intitulado Henry & June, disponível no Brasil. Recheado de erotismo, o diretor Philip Kaufman conseguiu traduzir cenas sensuais e sexuais sem deixá-las vulgares, pelo contrário. O filme se passa em Paris, no início da década de 30, época na qual o escritor Henry Miller (Fred Word) forma um triângulo amoroso com sua mulher June (Uma Thurman) e com Anaïs Nin (Maria de Medeiros). Anaïs se envolve tanto com o escritor quanto com a esposa dele, enquanto vive uma relação desinteressada com o marido.


4. O Círculo do Vício / De Alan Rudolph, EUA, 1994


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Esse filme se passa em meados de 1920 e conta a história da escritora e poetisa norte-americana Dorothy Parker (Jennifer Jason Leigh). Com um físico pequeno, Dorothy não levava desaforos para casa. Com suas frases ácidas e ar destemido se tornou uma das figuras mais importantes, espirituosas e comentadas da América entre os anos 20 e 30. No filme a escritora relembra os tempos em que pertencia ao grupo Algonquin Round Table, formado por amigos escritores de Nova York. Entre festas, romances e amizades com os escritores, Dorothy passa por alcoolismo, comportamento autodestrutivo e tentativa de suicídio. Destaque para a atuação elogiada de Jennifer Jason Leigh e para os diversos atores famosos que aparecem em pontas. No Brasil há um único livro da escritora lançado; uma coletânea de contos intitulada Big Loira.


5. Iris / De Richard Eyre, EUA – Reino Unido, 2001


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A história de amor entre a escritora inglesa Iris Murdoch e seu marido, John Bailey, também escritor e professor de literatura inglesa, com quem viveu quase 50 anos, é contada em duas épocas distintas: na juventude, quando eles se conheceram, e na velhice, quando Iris sofre do mal de Alzheimer. O filme é interpretado por Kate Winslet (na fase jovem de Iris) e Judi Dench (nos derradeiros dias da escritora). Baseado em dois livros de Bailey (A Memoir e Elegy for Iris), o filme acompanha a agonia de Iris a partir da descoberta acidental da doença, pouco antes dela concluir o seu último romance em 1995. No Brasil podemos encontrar o livro da escritora intitulado A Soberania do Bem, dentre outros.
 
 
6. As Horas / De Stephen Daldry, EUA - Reino Unido, 2002
 
 
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Em três períodos diferentes vivem três mulheres ligadas ao livro "Mrs. Dalloway". Em 1923 vive a escritora Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e idéias de suicídio. Em 1949 vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e hoje está com Aids e morrendo. O filme é inspirado em um livro de mesmo nome escrito por Michael Cunningham e é muito bem dirigido por Daldry. Amada e odiada, a película divide opiniões, mas é uma ótima oportunidade para se deliciar com a interpretação de Nicole Kidman como Virginia Woolf.


7. Sylvia – Paixão Além das Palavras / De: Christine Jeffs, Reino Unido, 2003


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Esse filme é uma biografia encantadora da poetisa, romancista e contista norte-americana Sylvia Plath. Interpretada com maestria por Gwyneth Paltrow, a personagem mostra uma Sylvia sensível e loucamente apaixonada por Ted Hughes, poeta de quem foi esposa e com quem teve dois filhos. Um passado conturbado, um presente incerto e um futuro nebuloso marcaram a história dessa mulher apaixonada e sensível. Um filme memorável que mostra um belo panorama da vida conjugal de Sylvia e de como o ciúme, a infidelidade e inúmeras incertezas minaram as expectativas dela com relação à vida. Pode ser encontrado na internet em espanhol, contudo com a possibilidade de legendas em português.
 
 
8. Miss Potter / De Chris Noonan, EUA – Reino Unido, 2006


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Beatrix Potter foi um verdadeiro fenômeno da literatura no início do século XX. Ela criou uma série de livros e personagens infantis que são amados até os dias atuais. Peter Rabbit é um ótimo exemplo disso. No filme Beatrix é interpretada por Renée Zellweger, antes da plástica facial. Há flashbacks da infância, registros da aristocracia inglesa que definiram a personalidade introspectiva de Beatrix, mas o filme é concentrado no início e no rápido ápice da vida literária da escritora. O foco principal de Noonan não é alimentar conflitos, mas embelezar a arte de Beatrix com muita doçura. Para isso o diretor mesclou a filmagem tradicional com a animação dos desenhos da escritora. Um filme para toda a família que pode ser encontrado facilmente na internet.


9. Amor e Inocência / De Julian Jarrold, EUA – Reino Unido, 2007


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Esse filme lindo e delicado conta a história da escritora Jane Austen. Na sociedade inglesa de 1795, os pais de Austen querem casa-la com um rico sobrinho. Mas Jane (Anne Hathaway) quer se casar por amor. E é nesse momento que ela conhece o irlandês Tom Lefroy (James McAvoy), um estudante de direito em visita ao campo. O elenco de atores ingleses é excelente, o figurino, fotografia e trilha sonora também se destacam. E o final é belíssimo. O filme pode ser encontrado facilmente na internet e Netflix.


10. Miss Austen Regrets / De Jeremy Lovering, Reino Unido, 2008


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Esse filme tem como foco os últimos anos da vida de Jane Austen que morreu em 1817, aos 41 anos, e nos apresenta um período da vida da autora diferente daquele do filme Amor e Inocência. O roteiro, baseado nas correspondências entre Jane, sua irmã Cassandra e sua sobrinha Fanny, fala sobre a decisão de Austen de permanecer solteira, as chances que teve de se casar e de como ajudou sua sobrinha Fanny a encontrar um marido. Também vemos nele um pouco sobre a luta para conseguir publicar seus livros e a oposição sofrida dentro da família. A produção do filme é ótima e a fotografia é maravilhosa o que resulta em cenas belíssimas. No Brasil o filme foi lançado pela BBC em um pack juntamente com o filme Razão e Sensibilidade.


11. Enid / De James Hawes, Reino Unido – Irlanda, 2009


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Ainda criança, na era Eduardiana na Inglaterra, a escritora Enid Blyton começa a contar estórias para seus irmãos. Após a I Guerra Mundial, enquanto estudava para ser professora, ela manda seus escritos para vários editores e um deles, Hugh Pollock, não só os aceita, como se casa com ela. Enquanto milhares de crianças a adoram, ela é uma mãe e esposa extremamente fria e manipuladora. Com a separação do primeiro marido ela se casa com Kenneth Waters. Após a II Guerra Mundial, ela é uma escritora popular, amada pelas crianças, contudo muito diferente do que qualquer uma delas pode sequer imaginar. Em 43 anos de trabalho Enid Blyton escreveu mais de 700 livros, tendo vendido até hoje mais de 600 milhões de cópias. Morreu em 1968 com demência. Helena Bonham Carter é quem interpreta Enid Blyton no filme e está primorosa no papel. O filme Enid pode ser encontrado facilmente na internet e seus livros são vendidos no mundo todo ainda hoje, inclusive no Brasil.


12. Borboletas Negras / De Paula von der Oest, Alemanha, Africa do Sul, Holanda, 2011


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Borboletas Negras, dirigido por Paula von der Oest, conta a história de Ingrid Jonker (interpretada por Carice van Houten), escritora sul-africana que viveu na época do Apartheid. Tornou-se conhecida quando Nelson Mandela leu o poema “A Criança que foi Assassinada pelos Soldados de Nyanga”, no seu primeiro discurso como presidente da África do Sul. Ingrid Jonker nasceu em 19 de setembro de 1933, e residia na cidade do Cabo. A vida da poetisa foi marcada pela difícil relação com o pai, Abraham Jonker, que não reconhecia o talento literário dela e a rejeitava. Casou-se, em 1956, com Pieter Venter, e teve uma filha chamada Simone. Porém, logo se divorciou e passou a se envolver com outros homens. Dentre eles, os escritores Jack Cope e André P. Brink. O primeiro é mostrado, no filme, como o grande amor da vida da poetisa. Jonker começou a escrever poemas aos seis anos de idade e o fazia no idioma Afrikaans. O filme é de uma densidade e intensidade incrível e mostra como uma alma sensível pode ser abalada irremediavelmente pelas agruras da vida. Pode ser encontrado na internet.
 
 
13. Flores Raras / De Bruno Barreto, Brasil, 2012


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Eu preciso confessar que esse filme foi uma boa surpresa que me caiu no colo durante uma viagem daquelas nas quais a TV só sintoniza alguns poucos canais. Ambientado no Brasil dos anos 50, o filme conta a história do relacionamento entre a poetisa norte‐americana Elizabeth Bishop e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares. Extremamente rico e, ao mesmo tempo, bastante conturbado, esse relacionamento rendeu bons frutos: o auge da poesia de Bishop e a construção do Aterro do Flamengo, obra arquitetônica mundialmente conhecida de Lota. O filme é de uma delicadeza sem fim e os créditos vão para a interpretação de Glória Pires como a arquiteta brasileira, com um inglês fluente e atuação bastante convincente.
 

14. Florbela / De Vicente Alves do Ó, Portugal, 2012


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A famosa poetisa Florbela Espanca (1894 – 1930) vive em Portugal na época do fim da Primeira República. Depois de uma separação traumática, ela aceita se casar para encontrar estabilidade e ter paz para escrever. Mas ela logo fica entediada e, após receber uma carta do irmão, vai correndo encontrá-lo em Lisboa, procurando inspiração e proximidade do círculo literário da capital. Ela vive com intensidade o estilo de vida urbano e embora o marido tente trazê-la de volta, e o irmão seja obrigado a partir, Florbela sente que encontrou seu lugar. Na cidade surge a inspiração para os seus maiores poemas. Tendo um pai que não a reconheceu em vida, um amor exacerbado pelo irmão, três casamentos, dois abortos e três tentativas de suicídio, sua história por si só é perturbadora. Um filme amado e detestado na mesma medida, contudo válido, com uma atuação convincente de Dalila Carmo como Florbela. O filme pode ser facilmente encontrado na internet.


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27 agosto 2016

Seja a mulher da sua vida

 
 
Seja inconsequente e pague por isso. Fique bêbada e pague a conta. Abra a porta do carro, banque uma rodada de chope e, quando o dia não for de festa, simplesmente diga não. Diga não sem culpa, mas não sem educação. Seja breve na fala e detalhista no pensamento. Aperte firme a mão das pessoas. Sorria. Seja a frente de batalha da sua vida, sem colete à prova de balas. A vida, minha amiga, não é à prova de imprevistos.



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E seja agora! Mas, não, não seja para os outros… nem por eles. Seja sua e por você. Vá na frente, dê o primeiro passo, mude de vida sem pedir a opinião dos outros, sem pedir a permissão do mundo. Descubra-se. Entenda-se. Faça terapia e, quando não der, faça compras. Seja inconsequente e pague por isso. Fique bêbada e pague a conta. Abra a porta do carro, banque uma rodada de choppe e, quando o dia não for de festa, simplesmente diga não. Diga não sem culpa, mas não sem educação. Seja breve na fala e detalhista no pensamento. Aperte firme a mão das pessoas. Sorria. Seja a frente de batalha da sua vida, sem colete à prova de balas. A vida, minha amiga, não é à prova de imprevistos. Não tenha filhos e, se tiver, permita-se ser a mãe que a natureza te formou para ser. Escolha. Viaje. Decida. E, quando ficar em dúvida, simplesmente admita. Venda seu carro, compre uma Komb. Ou, então, financie seu carro zero. Mude. De quarto, de casa, de roupa, de sonhos. Solte as mãos, abra os braços, corte o cordão que te prende ao passado. Não espere, vá. Leia, escreva, escute. Pare de assistir a novelas. Discuta, dispute, desculpe. Seja íntima de si mesma.
Seja a mulher da sua vida. Seja só sua. E não o faça de fachada, não tente impressionar. Impressione-se com a vida. Observe uma borboleta, alimente um gato, acaricie um cachorro. Permita-se ser sensível. Chore. Ser a mulher da sua vida não é ser mais homem, ser a mulher da sua vida é olhar-se no espelho e sentir orgulho do seu próprio sorriso. É respeitar suas próprias decisões em detrimento da opinião dos outros, mesmo que esses outros sejam a sua família. Ser a mulher da sua vida não é ser durona. Faça ioga ou boxe, mas faça o que você gosta. Descubra-se de novo. Perceba o que mudou. Você muda, o mundo muda; mas você muda, não muda nada. Corte os cabelos, nasça de novo. Ajude desconhecidos e aproveite milimetricamente o doce sabor de fazer a diferença na vida de alguém. Mas, antes disso, faça a diferença na sua vida!
Dirija o carro, pague o almoço, ponha o pau na mesa. Sim, você tem um pau bem grande chamado “amor próprio” e ele não está no meio das suas pernas, não. Ame-se. Ame-se muito. Ame-se acima de tudo. E depois de se amar tanto, ame-se mais um pouco. Ame-se sem maquiagem e sem estar em forma, porque do que adianta os elogios de outra pessoa se você mesma não enxerga sua beleza? Enxergue-se. Vista-se de coragem. Convença-se do quão foda você é e, se você não conseguir ser sua própria advogada, é porque ainda não entendeu o que é, verdadeira e intensamente, ser a mulher da sua vida.
Honre-se. Você não nasceu mulher à toa. Você não lutou até agora para se esconder atrás de seus próprios preconceitos. Seja a mulher da sua vida, mas não o seja pra conquistar macho ou apaixonar fêmea. Seja e pronto. E ponto.
E conto… te conto este segredo, que ao compreender este texto você encontrou o seu, só seu (re)começo.
P.S.: Se você gostou deste texto, acompanhe a poesia de outros em Lambida Casual.


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25 agosto 2016

Cada um dá o que tem: não espere certas atitudes de determinadas pessoas!

 
Quem já não se pegou terrivelmente irritado por causa de um tique nervoso do parceiro ou por excesso de barulho num ambiente público? Quantos homens não ficam furiosos com mulheres que ganham um pouco de peso, mas não se importam de namorar ou morar junto com mulheres manipuladoras ou exageradamente egoístas ? Quantas mulheres não aceitam maridos violentos ou que possuem um vício grave , mas não suportam homens pouco galantes?



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Talvez, uma das maiores fontes de decepção na vida , seja esperar dos outros aquilo que eles não podem fazer. Criamos expectativas em relação às pessoas, muitas vezes, baseados em nós mesmos, naquilo que somos capazes de realizar e sentir.
Mas nem todo mundo pensa , sente e age como nós. Nem sempre aquilo que nos faz feliz, torna as pessoas felizes. Algumas atitudes que consideramos muito graves são simples e banais gafes para outras pessoas. Temos tolerâncias diferenciadas para determinadas faltas. Algumas vezes, perdoamos facilmente atitudes consideradas graves pela sociedade e nos incomodamos profundamente com coisas pequenas para a maioria das pessoas.
Quem já não se pegou terrivelmente irritado por causa de um tique nervoso do parceiro ou por excesso de barulho num ambiente público? Quantos homens não ficam furiosos com mulheres que ganham um pouco de peso, mas não se importam de namorar ou morar junto com mulheres manipuladoras ou exageradamente egoístas ? Quantas mulheres não aceitam maridos violentos ou que possuem um vício grave , mas não suportam homens pouco galantes?
Sim, cada um tem as suas medidas e confere pesos diferentes a certas atitudes e padrões comportamentais. Enfim, esperar por aquilo que o outro não pode oferecer por simplesmente não possuir , é perda de tempo e fonte constante de decepção.
Ok.Ok.Ok. Falar é fácil, eu sei. O problema é colocar na prática esta teoria. Quando estamos em relacionamentos afetivos , tanto amorosos como de amizade, é muito complicado não criar expectativas. É muito complicado não desejar que as pessoas amadas mudem por nós. Embora saibamos que ninguém muda por ninguém ( as pessoas no máximo pegam mais leve em algumas manias) continuamos nos digladiando internamente com a expectativa de que o outro pode se moldar a nós.
Por mais maravilhosas que sejam algumas pessoas , elas não são capazes de fazer e demonstrar tudo o que gostaríamos. Algumas pessoas têm mais dificuldade para expressar os sentimentos. Outras não conseguem se doar tanto nas relações mesmo amando. Existem aqueles, que apesar de muito corretos, carecem de um toque de doçura. Existem aqueles que mesmo querendo bem ao parceiro, não conseguem evitar relações sexuais com outras pessoas. Quem conhece a história de amor entre Frida Khalo e Diego Rivera entende o que eu estou falando.
Enfim, se não suporto infidelidade , não posso me relacionar com alguém que não se contenta com uma única parceira sexual. Se não suporto ciúmes, não devo me relacionar com alguém muito ciumento. Se não suporto a carência total de ciúmes, não devo namorar quem me deixa completamente livre para fazer o que desejo. Se necessito de romantismo, devo buscar alguém que se expresse afetivamente e por aí vai. Os exemplos são múltiplos. Por isso, sempre reforço em meus textos, a importância de relacionar-se com pessoas compatíveis a nós.
Mas obviamente, ninguém vai conseguir encontrar alguém completamente compatível. Por mais afinidades que existam entre dois parceiros amorosos ou dois amigos, algumas diferenças e discordâncias sempre existirão. É preciso aprender a se adaptar a elas. Não, não é fácil. Mas é possível com uma boa dose de generosidade e diplomacia. E talvez o mais importante: é preciso realmente querer relacionar-se. Quando o desejo de compartilhar e estar junto falar mais alto para as duas partes ( quando apenas um dos parceiros flexiona , os resultados costumam ser muito negativos) as expectativas perderão muito da sua força , dando lugar para uma maior aceitação.


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24 agosto 2016

20 Ideias de Nietzsche

20 ideias do alemão Friedrich Nietzsche, um dos filósofos mais influentes da modernidade.

 
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Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em 1844 na cidade de Röcken, Alemanha. Ele cresceu em um ambiente ortodoxo e protestante dominado por mulheres; seu pai era pastor evangélico e faleceu quando ele tinha cinco anos de idade.
Nietzsche estudou em um orfanato na maior parte de sua formação escolar. Ele se interessava principalmente por Antiguidade grega e romana, temas que estudava com vigor e afinco. Estudou filosofia clássica nas universidades de Bonn e Leipzig. Nesta última, ele estabeleceu contato primordial com as ideias de Arthur Schopenhauer e com a música clássica de Wagner, compositor que admirava e que mais tarde se tornaria seu amigo pessoal.
Em 1869, com 25 anos de idade, Nietzsche atuava como professor de filologia clássica na Universidade da Basileia. Contudo, seu ofício foi interrompido um ano depois, quando eclodiu a Guerra Franco-Prussiana. O alemão participou ativamente do conflito como enfermeiro, até ser obrigado a abandonar a função por causa de uma gravíssima disenteria, da qual nunca se recuperou totalmente.
No ano de 1881, Nietzche conheceu a mulher de sua vida: Lou Andreas Salomé, por quem se apaixonou perdidamente, mas, por sátira do destino, ela acabou se casando com um amigo seu. Essa rejeição traidora foi o estopim para consolidar em Nietzsche uma forte misoginia. Após ver-se solitário e inconsolável, o filósofo estabeleceu-se na Riviera francesa e no norte da Itália, lugares que ele considerava frutíferos e producentes para pensar e escrever. Imensamente frustrado por suas obras não serem consideradas pelo público, ele passou a sofrer de acessos de loucura em 1889, quando morava em Turim e já estava praticamente cego, literal e naturalmente.


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Depois de ficar internado em algumas clínicas de reabilitação na Basileia, Nietzsche passaria o fim de sua vida na casa da mãe e da irmã, que cuidou dele até morrer. O alemão morreu em 1900. Apesar do trágico e melancólico fim, Nietzsche deixou um legado filosófico riquíssimo que até hoje não perdeu o poder inspirador e efetivo.

A seguir, encontram-se 20 das maiores ideias de Nietzsche:
 
1. O destino dos homens é feito de momentos felizes e não de épocas felizes
A felicidade costuma ser frágil e volátil, por isso só é possível senti-la em certos momentos. Se pudéssemos experimentar a felicidade ininterruptamente, ela perderia todo seu valor, uma vez que só percebemos ser felizes por comparação. Após um dia inteiro de trabalho, um pouco de descanso é tudo que queremos. Após um dia inteiro de chuva, o raiar do sol nos é maravilhoso. Da mesma forma, a alegria aparenta ser genuína e intensa quando atravessamos um período de tristeza.
A obrigação de ser feliz é grande motivadora de estresse e frustração. Contra essa perspectiva ingênua, Nietzsche nos lembra:
"A felicidade vem em lampejos. Tentar fazer com que ela dure para sempre é aniquilar esses lampejos que nos ajudam a seguir em frente no longo e tortuoso caminho da vida."
2. A verdade é uma vontade de engano
Nietzsche pensava que a verdade em que se acredita nada mais é do que uma crença na veracidade de um engano. Sendo assim, a verdade seria uma ilusão de criação.
O autor refere-se à verdade como sendo uma vontade. Para ele, a verdade não é uma coisa que está ali para se encontrar ou descobrir, mas algo que está por criar e que dá nome a um processo. Nietzsche entende que a vontade de verdade decorre de uma vontade de engano: a necessidade de se atribuir um determinado valor à categoria de verdade para fazê-lo mais forte e poderoso a fim de que se possa acreditar nele. Porém, como este valor foi criado historicamente, seria um engano tê-lo por verdade.
"Verdade: em minha maneira de pensar, a verdade não significa necessariamente o contrário de um erro, mas somente, e em todos os casos mais decisivos, a posição ocupada por diferentes erros uns em relação aos outros."
Se aceita a verdade como moral, então ela representa um erro necessário. É impossível viver sem ter representações morais da verdade. Precisamos acreditar na verdade para validarmos nossa existência, por exemplo, sem a qual não haveria engano. Para Nietzsche, a vontade de verdade e a vontade de engano são a mesma, só que observadas de duas perspectivas diferentes. A vontade de verdade, a busca da verdade e a crença nesta verdade decorrem da necessidade de se acreditar nas construções históricas e culturais, então, a verdade decorre da vontade de engano.
3. A mentira mais comum é a que um homem usa para enganar a si mesmo
Mentimos para sermos mais felizes, embora possamos estar apenas nos iludindo da intenção. Niezsche costumava dizer que "enganar os outros é um defeito insignificante, pois o que nos transforma em monstros é o auto-engano."
De fato, é muito mais fácil não admitir que se está errado do que aceitar o próprio erro. Ás vezes, basta assumir humildemente um erro; apenas dessa forma nos contentaremos com as consequências de uma ilusão que possa ser vivida.
4. A potência intelectual de um homem se mede pelo humor que ele é capaz de manifestar
Por várias vezes, Nietzsche falou sobre a importância do humor, que ele considerava uma tábua de salvação para os desgostos que a vida oferece. Como ele dizia:
"O homem sofre tão terrivelmente no mundo que se viu obrigado a inventar o riso."
Para o filósofo, as pessoas deveriam tachar de falsa toda verdade que não seja acompanhada por um sorriso. Essa é uma ideia acalentadora, embora possa ser mentirosa em sua própria atribuição. Mas os benefícios são evidentes.
 
 
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5. O homem amadurece quando reencontra a seriedade que demonstrava em suas brincadeiras de criança
"Em qualquer homem autêntico existe uma criança querendo brincar."
Para Nietzsche, considerar fábulas e jogos coisas infantis é sinal de grande pobreza de espírito, pois somente as pessoas capazes de manter a curiosidade e o senso lúdico da infância terão sempre novos êxitos ao seu alcance. Crianças encaram a vida como uma brincadeira, e pensam que contos de fada são verdadeiros. Não significa que devemos agir de forma ingênua, mas é essencial mantermos um pé no mundo da fantasia, o que aflora nossa imaginação e nos torna mais criativos e producentes.
Às vezes, tudo de que precisamos é deixar de lado o mundo dos adultos e assumir a persona que já fomos antes.
6. Não se aprende a voar voando
De acordo com o filósofo, quem deseja aprender a voar deve primeiro aprender a caminhar. Fazer qualquer coisa sem estar preparado gera decepção iminente. Como diz Nietzsche:
"Quem espera levantar voo sem antes passar pelo aprendizado básico está condenado a uma queda da qual não se reerguerá."
Aquele que conhece suas capacidades e, mais importante, suas limitações, sabe exatamente quais lutas pode lutar e quais não.
7. Quem luta contra monstros deve ter cuidado para não se transformar em um deles
"Os cínicos costumam se esconder por trás da maldade do mundo para dar asas à própria perversão. No entanto, os atos alheios nunca justificam os nossos."
Com esta reflexão, Nietzsche refere-se às dificuldades e injustiças da vida que podem fazer com que uma pessoa aparentemente benevolente se torne malévola por necessidade. Entretanto, ele lembra que, no final, uma decisão, mesmo terrível, é opção pessoal, e a responsabilidade, intransferível.
8. É muito difícil os homens entenderem sua ignorância no que diz respeito a eles mesmos
"Somente quando o homem tiver adquirido o conhecimento de todas as coisas poderá conhecer plenamente a si mesmo. Por que as coisas nada mais são que as fronteiras do homem."
O filósofo sugere que não há nada mais trabalhoso que o autoconhecimento. Então, para chegar-se a um elevado nível de sabedoria, o homem precisa se dispor a superar seus próprios limites, é claro, com prudência e ambição suficientes.


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9. O sucesso sempre foi um grande mentiroso
O êxito costuma ser um veneno, pois um privilegiado pode agir como prepotente, e assim ficar estagnado. Nietzsche ensina que, quando a sorte deixa de sorrir para o bem-sucedido, de uma hora para outro seu mundo vira de cabeça para baixo. O fracasso, por sua vez, representa sempre uma oportunidade para melhorar; favorece a humildade, nos ajuda a manter o pé no chão, estimula nossa imaginação e nos faz explorar novas perspectivas.
Aqueles que se dispõem a alcançar algo precisam estar devidamente preparados para derrocar, ao passo que novas oportunidades possam ser almejadas.
10. A melhor arma contra o inimigo é outro inimigo
Segundo Nietzsche:
"Uma guerra não é travada apenas nos campos de batalha tradicionais, em que tropas tentam aniquilar umas às outras. A luta acontece em qualquer área em que os seres humanos disputem influência."
Existem disputas de poder em toda e qualquer circunstância, seja em casa, no trabalho ou onde for, quando duas ou mais pessoas usam suas armas para conseguir o papel central. Assim como os animais, seres humanos são territoriais e constantemente buscam aumentar seus domínios, inclusive o emocional. Mas, como lembra Nietzsche, nem sempre encontramos um inimigo para opor àquele em perspectiva que está nos enfrentando, e às vezes, precisamos de fato recorrer a outras estratégias que impelem nossas ações.
11. A essência de toda arte é a gratidão
De acordo com o filósofo alemão, a gratidão é uma condição indispensável para apreciarmos a beleza do mundo. Algumas pessoas aparentemente têm tudo, e sentem como se não tivessem nada, ao passo que outras realmente têm pouco, mas agradecem e maravilham-se com o pouco que têm.
Nietzsche ressalta que, se praticarmos a arte da gratidão, alimentaremos nosso ser emocional de boas sensações, principalmente nas horas de dificuldade. Mesmo em ocasiões de tensão e estresse, basta deixarmos agraciar pelas belezas do mundo para encontrarmos forças que nos permitem superar as árduas provações que advirem.
12. As pessoas nos castigam por nossas virtudes. Só perdoam sinceramente nossos erros
Para Nietzsche, o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença. Segundo ele, a fúria de quem odeia é nutrida por uma admiração oculta, e assim também acontece com a inveja. Schopenhauer, filósofo que inspirou Niezsche, afirma:
"A inveja dos homens mostra quão infelizes eles se sentem, e a atenção constante que dão aos que fazem os demais mostra como sua vida é tediosa."
Se apontamos uma boa novidade para alguém e essa pessoa logo aponta nossas falhas, decerto que ela não deseja que sigamos adiante. Por esse motivo, convém ocultar nossos êxitos em determinadas oportunidades, pois assim evitamos uma carga emocional negativa e indesejada de quem poderia facilmente nos atingir.
 

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13. Se a consciência nos torna humanos, a imperfeição é um traço distintivo de nossa espécie
De acordo com Nietzsche:
"O homem que imagina ser completamente bom é um idiota."
Passamos mais tempo consertando erros que construindo coisas de valor. Assumir essa realidade nos torna mais humildes e, o que é mais importante, nos faz tomar consciência do quanto ainda precisamos melhorar. Errar faz parte do processo de aprendizagem. Como denota Nietzsche, as pessoas perfeccionistas acabam por sofrer as consequências de seus atos imperfeitos e, se algo dá errado, costumam transferir a culpa para os outros, mesmo que falha alguma seja cometida.
O filósofo nos lembra que é inútil desejarmos ser bons o tempo todo e fazer tudo certo: o que importa é estarmos dispostos a fazer um pouco melhor hoje do que fizemos ontem.
14. Só quem constrói o futuro tem o direito de julgar o passado
"Quem constrói o futuro está muito ocupado para julgar o passado".
Por vezes nos pegamos desprevenidos em memórias e lembranças passadas a fim de guiarmo-nos para o futuro. No entanto, tais julgamentos do passado escondem o orgulho premente de quem se considera dono da verdade, e também revela grande insegurança. Como diz Nietzsche:
"É mais produtivo construir o que vai acontecer do que analisar o que se passou."
Quem age está menos preocupado do que quem não ocupa a mente.
15. É importante nos orgulharmos de nossos inimigos
Na visão de Nietzsche, não devemos ter mais inimigos que as pessoas dignas de ódio, mas tampouco devemos ter inimigos dignos de desprezo. O filósofo afirma ser necessário reservar-nos para os adversários, pois frequentemente temos que lidar com muitas ofensas, e passar por cima de muitos para não sermos massacrados.
"Escolhe inimigos que te mereçam."
16. Nós nos sentimos bem em meio à natureza porque ela não nos julga
O ser humano é um animal que julga, e muitas vezes somos desnaturalizados pelos outros, o que nos faz sentir estranhos em um mundo de supostos humanos. Nietzsche ressalta que, ao sentirmos o cheiro de terra fresca, o ar limpo e o silêncio, apenas quebrado pelas criaturas ao redor, reencontramos nossa essência por tanto tempo abandonada.
"Na cidade, precisamos representar um papel porque estamos muito preocupados com o que pensam de nós. Mas, ao voltar à natureza, podemos nos dar ao luxo de sermos nós mesmos. Não precisamos nos vestir bem, falar ou atuar de maneira especial. Basta nos deixarmos levar pelo mundo natural em direção ao nosso interior, onde um manancial de tranquilidade nos espera."


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17. Não há apenas uma morte ao longo da existência
Nietzsche sugere que precisamos pagar pela imortalidade e morrer várias vezes enquanto estamos vivos. Segundo ele, não há apenas uma morte ao longo da existência. No transcorrer da vida, vamos vencendo etapas e superando desafios, simbolicamente, para podermos renascer em estágios posteriores. A essas transições de uma vida para outra, Nietzsche denominava "ritos de passagem", tomadas de consciência nas quais necessariamente deixamos o passado para trás e comprometemos com novas perspectivas à frente.
18. Quem vê mal sempre vê pouco. Quem escuta mal sempre escuta demais
Muitas vezes, só ouvimos o que queremos ouvir, já que o murmúrio das nossas ideias preconcebidas se sobrepõe a realidade, sempre mais simples que a opinião que formamos dela. Nietzsche propõe que devemos buscar o pensamento com clareza, do contrário, estaremos apenas seguindo ecos e ruídos de nossos preconceitos.
19. Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa
Assim como a maioria dos filósofos, Nietzsche sempre destacou a importância de se buscar uma razão de viver. Quando nossa vida se torna plena de sentido, falava ele, nossos esforços já não são cansativos, e sim passos seguros em direção às metas que estabelecemos.
20. O que não nos mata nos fortalece
Como dizia Nietzsche:
"Se a correnteza não nos mata, acabamos ganhando uma experiência essencial que nos ajudará a salvar a nós mesmos e às demais pessoas em futuras provações."
 
 
Referência bibliográfica:
PERCY, Allan. Nietzsche Para Estressados.


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