24 julho 2012

Filme 'Arthur e o Infinito' busca apoio para filmagens

por Paiva Junior

CARENTE DE DIAGNÓSTICO!  Enquanto a medicina não tem respostas, famílias constróem sozinhas um caminho que dê mais qualidade de vida ao mundo dos filhos. (http://caminhosdoautismo.blogspot.com.br/)

Um filme sobre autismo. Este é o projeto criado pela cineasta Julia Rufino Garcia, que busca verba para filmar "Arthur e o Infinito", um curta-metragem a respeito da síndrome.
A ideia surgiu da grande curiosidade que Julia tem sobre o tema, que até então era pouco conhecido por ela, mas que a fascinava, pois essas crianças interagem com o mundo de forma diferente, com habilidades diferentes. "São pessoas puras, que têm muito a ensinar a humanidade e esse é um dos principais focos do filme", contou a cineasta com exclusividade para a Revista Autismo. Ainda segundo Julia, o segundo principal foco é mostrar o como o cuidado, o carinho, o fato de se importar e de estar junto pode fazer toda a diferença. "Hoje vivemos num mundo que necessita disso, deixar isso exposto na relação da mãe com o menino pode inspirar pessoas a mudarem suas ações", arrematou. Veja como contribuir, no final deste texto.

 

A HISTÓRIA

O filme conta a história de Marina e César, pais de duas crianças: Sofia de dez anos e Arthur, de seis anos — vivido pelo jovem ator Eric Schon (foto). Quando Arthur tinha um ano e meio de idade, começou a apresentar um comportamento diferente das outras crianças, como por exemplo a sua comunicação era precária, parecia não ouvir quando seus pais o chamavam e quase não tinha contato visual. Essas características levaram os pais a procurarem médicos e especialistas.
A longa busca dos pais só terminou quando Arthur completou seis anos, e foi diagnosticado como autista. Marina sente maior responsabilidade sobre o menino e decide se dedicar unicamente a tentar desenvolve-lo o máximo possível. A família passará por momentos difíceis onde Marina colocará em questão a sua capacidade de lidar com seu filho.

 

O INÍCIO

A cronologia do projeto, segundo a cinesta foi a seguinte:
"A ideia do projeto surgiu em outubro de 2011, Julia estava finalizando o curso técnico em direção cinematográfica pela Academia Internacional de Cinema e decidiu contar em seu filme de conclusão de curso uma história onde o autismo seria o tema central.
As pesquisas se iniciaram em novembro conforme o roteiro foi sendo escrito. Com a ajuda de alguns pais e médicos, a primeira versão do roteiro saiu, e foi a base principal para dar início de fato a todo o projeto.
Em dezembro, o projeto foi apresentado para uma banca de profissionais da Academia de Cinema que aprovariam ou não o filme. Além de ter sido aprovado, o roteiro recebeu um prêmio de R$ 3 mil da própria Academia para cobrir alguns pequenos custos de produção, já que todo o gasto fica por conta do realizador do filme e não da Instituição.
Em janeiro e fevereiro/2012 fomos entrando em contato com especialistas da área, médicos, pessoas de instituições e pais com o objetivo de colher o maior número de informações possível para a nossa pesquisa.
Em março começamos a busca para achar o nosso elenco, principalmente para encontrar a pessoa para o personagem da mãe e do menino. Foram 4 semanas fazendo testes, entrevistamos 8 meninos até acharmos o nosso ator Erich Schon e 22 mulheres até encontrarmos a Maria Tuca. Após as escolhas, começamos os ensaios.
Durante esse mesmo período, nossa equipe fez diversas reuniões com o objetivo de deixar tudo o mais organizado possível e nesse momento, foi criado um orçamento completo até a finalização do filme e vimos que se fôssemos fazer com a verba que temos até então, seria insuficiente e o filme não teria a qualidade técnica que gostaríamos.
Tivemos a ideia de montar um vídeo de apresentação do nosso projeto e inscrevê-lo no Catarse, assim teríamos uma chance maior de conseguir uma verba direta em pouco tempo, sem depender de leis de incentivo ou editais que nos tomaria muito tempo e não conseguiríamos rodar o filme ainda esse ano.
Os custos da produção de um filme são bem altos, desde garantir toda a alimentação e transporte para toda a equipe e elenco até aluguel de equipamentos, aluguel de locações, figurinos, maquiagem, objetos de arte, pós produção etc."

PRA QUE?

Por último, Julia contou que "a mensagem principal do filme é a de expor o caminho que a mãe decidiu seguir, que foi o de se dedicar integralmente ao seu filho, passando por momentos difíceis mas que trouxeram uma recompensa, mesmo que a longo prazo. O objetivo é o de tentar trilhar um possível caminho e o de inspirar pessoas para talvez fazerem o mesmo ou algo parecido", argumentou.
A ideia é divulgar em todas as instituições, associações e escolas. Exibir para o maior número de mães, pais e pessoas que convivem com autistas. O filme muito provavelmente irá para diversos festivais nacionais e internacionais e talvez para algum canal de televisão.

A página do filme, no Facebook é facebook.com/arthureoinfinito — curta e dê seu apoio.

Arthur e o Infinito - Um olhar sobre o autismo - Vídeo de Apresentação from Julia Rufino Garcia on Vimeo.

 

EQUIPE

Roteiro e Direção: Julia Rufino Garcia
Assistente de Direção: Luiz Cardoso
Produção: Ruy Octavio e Nivea
Direção de Fotografia: Rogerio Che
Equipe de Arte: Coletivo de arte: Dicezar Leandro, Marina Verissimo, Ana Luiza Cencini, Tatiana Demarchi, Nadia Lufi, Silmara, Rogerio Freua, Guilherme Menezes Rufino.

 

COMO CONTRIBUIR

O projeto do filme Arthur e o Infinito já está disponível para doações no site Catarse!!!
Para contribuir, doe qualquer quantia a partir de R$10 e receba uma recompensa. Para fazer a doação é muito simples:

1.Acesse http://catarse.me/pt/projects/727-arthur-e-o-infinito-um-olhar-sobre-o-autismo
2.Clique em "Quero apoiar este projeto"
3.Preencha seus dados e confirme a doação.

A equipe tem até o dia 16/julho/2012 para arrecadar.

© Permitida a reprodução deste conteúdo sem necessidade de prévia autorização, desde que citando-se claramente o autor e a fonte: Revista Autismo, com link para esta página


Julho - 2012 - Foto: Fernando P. Gadea

Na foto eu e meu filhinho Felipe, portador da síndrome autística. Existem vários níveis de autismo, alguns indivíduos autistas possuem comprometimento intelectual, retardo mental, e, ou déficit de atenção, mas há exceções, onde outros pacientes apresentam-se extremamente inteligentes.  As dificuldades para inclusão social do portador da síndrome varia conforme o grau da enfermidade. O autismo afeta atualmente milhões de pessoas no mundo inteiro (é mais frequente em meninos do que em meninas), costumam dizer que autistas não demonstram afeto e embora a característica principal do autismo seja a dificuldade para  comunicar-se e socializar, isto não é uma regra! O meu filho por exemplo, tem a personalidade tranquila, é muito amistoso e alegre, na minha opinião ele é a personificação do carinho. Pessoas equivocadas pensam que autistas não possuem vida social, meu filho adora brincar, ama ouvir música, assistir  desenhos, nos abraçar e viajar. Enfim diverte-se o suficiente, apesar da autonomia significativamente limitada e repetitiva, ou seja, cada um pode interagir com suas particularidades tal como qualquer pessoa comum.  Até o presente momento que eu saiba,  o autismo é incurável, não existe ainda exames cromossomáticos ou clinicos para diagnosticar a síndrome. Logo, não há como detectarmos antecipadamente se no seio familiar nascerá um filho, um sobrinho ou um neto autista. Estes dias obtive a informação que infelizmente cada vez mais, no mundo todo, um número alarmante de crianças  estão sendo diagnosticadas  com alguma pertubação do espectro autista, isto significa que a humanidade mesmo dotada de recursos tecnológicos não encontra-se imune para resolver a causa. O fantasma da possibilidade alerta que, num piscar de olhos, qualquer pessoa despreparada ou não, terá que lidar com semelhante problema. Curiosamente, nenhuma teoria psicológica conseguiu até então, explicar satisfatóriamente o espectro do autismo com todas as suas variações e complexidades. Na vida diária como mãe de uma criança com vivência autística tenho automáticamente percepções mais amplas da realidade ao meu redor, também busco por respostas e "milagres", e isto se dá de forma permanente. Não tem como enfrentar o autismo com uma cartilha de ações pré-determinadas. O interessante é que nesta vivência não existe espaço para queixas, ou dor, ou você aceita o "diferente " ou não o aceita, a emergência do fato requer a tomada de iniciativas que permitem mudar o contexto das coisas. Quando meu terceiro filho nasceu eu o amei com a mesma intensidade que qualquer mãe normalmente ama sua prole, deletei todas as minhas antigas preocupações, e apesar da dureza do desafio, não tenho dúvidas que junto ao meu filho levo uma vida muito, mas muito especial, possuimos razões reais para a alegria e não tenho tempo para depressões, basta olhar para os lados que vejo  cada dia como uma conquista! Procuro cercar-lo de cuidados lógicos para amenizar os choques do efeito da enfermidade e assim contribuimos para melhorar a sua qualidade de vida; além do acompanhamento médico e investigatório, agrego-lhe experiências nas mais diversas variantes terapêuticas. Indiscutivelmente é preciso fazer mais e mais para atrair resultados sempre positivos, porém, é no aconchego do  lar que a gente reforça com amor a educação de uma criança autista lhe ensinando a aprender e reaprendendo o dobro por lhe ensinar. O Amor pela vida é altamente terapêutico!  Pode parecer comico para alguns, mas aqui neste meu universo particular, não vivemos entre lágrimas como muita gente por aí,  a vida me parece uma  lição maravilhosa! Observo da minha janela, como há coisas muito piores nos mundinhos alheios. Existem pessoas estúpidamente vazias, espiritualmente cegas e perturbadas,  incapazes de enxergar o lado positivo dos fatos, mal sabem o que irão realizar no dia seguinte, muitas delas estão mergulhadas no preconceito, outras,  são desgraçadamente infelizes  por  pertencerem a sí mesmas, a maioria, alimentam e são reféns das suas próprias tristezas.  Dias átras  fiquei espantada ao ler na rede um artigo onde uma celebridade reclamava por não saber como administrar sua linda casa, repleta de empregados, e ainda ter que dedicar-se as suas belas e saudáveis filhas, alegava também não arrumar tempo para encontrar um companheiro compativel... Então pensei: Como sou felizarda! Pois meu tempo rende em todos os âmbitos da minha vida, sou três vezes mãe, filha, amiga, profissional, esposa,  Mulher! Com M maiúscula. A receita: EU CONFIO PLENAMENTE NOS PROPÓSITOS DE DEUS!  (Kelly Cristiane)

 



Jô Soares: “Eu tenho um filho autista”
"Ele já é adulto. Toca piano, compõe, lê música, mas para abotoar uma camisa é uma loucura. O autismo começou a se manifestar muito cedo e de forma estranhíssima. Por exemplo, ele aprendeu a ler comigo quando tinha 4 anos e de repente ele lia de cabeça para baixo, não precisava virar o livro... É um gênio que sinceramente eu queria que não fosse, porque o autista tem total incapacidade de se relacionar com o mundo. Você tem que mergulhar no mundo deles. Há incapacidade de se comunicar com o mundo real e de produzir. Você não pode colocar para trabalhar ou fazer alguma outra coisa. Eu conheço bem o que é o problema, sobretudo na época em que eu tive o Rafa. Foi difícil identificar o autismo, uma loucura, ninguém sabia direito o que ele tinha. O Rafinha é muito parecido com o personagem que o Dustin Hoffman interpreta no filme Rain Man." 
Depoimento de Jô dado recentemente em seu programa. O apresentador autorizou a reprodução Fonte: http://caminhosdoautismo.blogspot.com.br/

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