12 setembro 2012

ELLE! A história de uma revista de sucesso!


Descobrir Brigitte Bardot, apostar no talento de Pierre Cardin e Courrèges, impor o estilo de Chanel, abrir espaço para Françoise Sagan e transformar tops como Twiggy e Jean Shrimpton em verdadeiros mitos: ELLE fez tudo isso e muito mais. Por isso, é considerada uma das mais prestigiosas e influenciais revista feminina do mundo, abordando assuntos como moda, beleza, cultura e estilo de vida.

A história

A história da revista ELLE começou em 1945 na França, num conturbado período pós-guerra que pedia dias melhores, mais bonitos e mais otimistas. Era a época perfeita para lançar uma revista para mulheres modernas, apaixonadas por moda e que queriam se sentir mais belas. Foi nesse clima que Hélène Gordon-Lazareff, com a ajuda de seu marido Pierre Lazareff, criou a revista, quando regressou a França, depois de ter permanecido nos Estados Unidos durante o período da Segunda Guerra Mundial. Na altura, imaginou uma revista para as mulheres que deveria ser “séria dentro da frivolidade e irônica perante o grave”, declarou. A primeira edição de ELLE (que em francês significa simplesmente “ELA”) chegou às bancas no dia 21 de novembro de 1945 e vendeu mais de 700 mil exemplares. Um estrondoso sucesso.


A revista chegava ao mercado com a missão de atualizar a mulher e propor idéias para que ela deixasse tudo, do guarda-roupa a casa, muito mais bonito com pouco dinheiro. A escritora e jornalista Françoise Giroud foi quase desde o princípio sua redatora-chefe, imprimindo à publicação uma grande personalidade. Dois anos depois, Christian Dior mudou a moda com o New Look (Novo Visual), cintura de pilão, seios e quadris em evidência. As páginas da revista são tomadas pela nova silhueta, com vestidos de princesa, saias rodadas e tops justinhos. Em 1948, surgiu a seção Bon Magique, que trazia roupas e acessórios com ótimos preços. Nos anos 60, a estilista inglesa Mary Quant criou a minissaia, um dos maiores hits de todos os closets. As adeptas da modernidade embarcam nos futuristas Courrèges, Cardin e Rabanne. Yves Saint Laurent modernizou a alta-costura, os seus smokings conviviam com os tailleurs de Chanel. Nascia aí o prêt-à-porter. Em outras palavras, o bom gosto começava a ser acessível e ELLE defendia em suas páginas o exercício de mais idéias do que dinheiro. Foi nesta época que ELLE se tornou um ícone, inclusive na implantação do movimento feminista.


No final desta década a revista lançou sua primeira edição internacional no Japão em 1969. O sucesso da revista era tanto nesta época, que ELLE não teve dificuldade para superar a marca de 1 milhão de exemplares comercializados mensalmente. A década de 80 foi a época dos exageros. As ombreiras cresceram, as cores eletrizavam, os volumes inflacionavam, os cabelos arrepiaram, o jeans viveu seu boom e os logotipos tomaram conta das peças. Em Paris, os estilistas japoneses resolveram nadar contra a maré e elegeram cores neutras (o preto principalmente) e peças recortadas e sem excessos no acabamento para criticar esse consumo desenfreado. A revista ELLE acompanhou esse turbilhão de mudanças lançando edições pelo mundo afora: Estados Unidos e Inglaterra em 1985, Suécia em 1987. A edição brasileira chegou às bancas em alto estilo e auto-estima nacional: capa verde-amarela, em maio de 1988, com Julie Kowarick, fotografada pelo renomado fotógrafo J.R.Duran. O primeiro número apontava o foulard como acessório vedete da estação.


No início do novo milênio a ELLE começou a diversificação de seu portfólio com o lançamento da revista ELLE GIRL (para um público mais jovem) e a ELLE INTERIOR (voltada para decoração), conhecida em alguns países como ELLE DECOR, que atualmente tem circulação em 28 mercados globais e 9.2 milhões de leitores. Pouco depois, em 2003, a revista alcançou uma marca histórica: 3.000 edições lançadas desde sua criação. No ano de 2005 a revista celebrou 60 anos. Com o slogan “60 anos de cumplicidade com as mulheres”, lançou no dia 21 de novembro na França uma edição especial comemorativa com quase 400 páginas, nas quais repassava as principais conquistas femininas (que vão desde o direito ao voto e a possibilidade de tomar pílula até a minissaia e o topless) e elegeu seus “60 ícones”, entre os quais não havia nenhuma latina. Para refletir esse espírito festivo, a revista trazia na capa um grande bolo de aniversário, cujas velas eram sopradas por Monica Bellucci, Sophie Marceau e Laetitia Casta. Passados mais de 60 anos, a revista ELLE conserva a mesma identidade. Hoje em dia, é considerada uma revista trans-geracional, que chega a mães e a filhas.


ELLE GIRL
Lançada em agosto de 2001, a ELLE GIRL é direcionada para um público feminino mais jovem (adolescente) com assuntos mais modernos e importantes para o universo delas. A partir de 2006, a ELLE GIRL passou a contar somente com conteúdo digital, na Internet e em telefones celulares. Apesar da publicação apresentar um bom desempenho, tanto nas vendas em bancas como em anunciantes, a medida foi tomada em vista das dificuldades em expandir sua influência junto ao público jovem por meio de uma edição impressa. Atualmente a revista possui 12 edições internacionais eletrônicas, e, é divulgada com o slogan “Dare to be different”.



Um ícone da moda
A história de ELLE se confunde com a da própria moda. Tudo de mais importante do planeta fashion foi clicado pelas lentes da revista: o tailleur Bar de Dior, o smoking de Yves Saint Laurent, a míni, o minimalismo dos anos 90. Folhear cada edição é entrar de cabeça na história da moda e do comportamento feminino.


Dados corporativos
● Origem: França
● Lançamento: 21 de novembro de 1945
● Criador: Pierre e Hélène Gordon-Lazareff
● Sede mundial: Paris, França
● Proprietário da marca: Hachette Filipacchi Médias, S.A.
● Capital aberto: Não
● Diretor geral: Robin Domeniconi
● Editor: Robbie Myers
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Edições internacionais: 42
● Circulação mensal: 2 milhões de exemplares
● Presença global: 60 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 650
● Segmento: Comunicação
● Principais produtos: Revista de moda
● Concorrentes diretos: W, Harper’s Bazaar, Vogue e Vanity Fair
● Ícones: O editorial de moda
● Slogan: If she reads, she reads Elle.
● Website: www.elle.com

A marca no mundo
Atualmente a revista ELLE possui 42 edições internacionais, vendidas em mais de 60 países, tem 23 milhões de leitoras espalhadas pelo mundo e circulação média de 2 milhões de exemplares todos os meses (somente na França são mais de 350.000 exemplares). Os assinantes respondem por 73% das vendas da revista. Possui ainda 27 sites globais que atraem mais de 1.25 milhões de visitantes mensalmente. A vasta maioria de seus leitores é de mulheres (82%) entre 18 e 49 anos. A edição brasileira da revista está sob o comando da editora Lenita Assef e é feita e distribuída pela editora Abril, tendo tiragem superior a 91 mil exemplares.

Você sabia?

A revista é editada em mais de 24 idiomas como o inglês, francês, espanhol, português, alemão, italiano, holandês, grego, croata, chinês, polonês, russo, japonês, coreano, sueco e turco.


As fontes: http://www.mundodasmarcas.blogspot.com.br   as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

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