07 outubro 2012

Balzaquianas, as mulheres na fase dos 30 anos & Delícias que você só descobre aos 30!


Romance do escritor Honoré de Balzac retrata 

a jovem senhora do século 19

Que balzaquiana é sinônimo de mulher de 30 anos, ninguém discute e nunca discutiu, nem nos tempos do francês Honoré de Balzac (1799-1850). O que é discutível de lá para cá são os adjetivos que compõem o estigma - ou o elogio - que o termo representa. Em 20 de maio do presente ano, comemorou-se os 213 anos de nascimento do escritor, dono de um respeitável conjunto de obras que inclui ficção e filosofia. De todo seu legado, nenhum foi tão perene quanto a expressão "balzaquiana", que nunca envelheceu, ao contrário das mulheres de 30, que inevitavelmente tiveram ou terão que se despedir do apelido literário para serem chamadas de quarentonas, cinquentonas ou coroas.


Balzac duplicou a idade do amor. Até então, na ficção ou na vida real, o amor era privilégio das jovens. "Balzac valorizou a mulher mais velha, expressando sua vitalidade e mostrando-a como sedutora", explica Maria Cecília Queiroz de Moraes Pinto, professora de Literatura Francesa da USP.


A Mulher de 30 Anos é um romance escrito entre 1828 e 1844, época em que a sociedade francesa assistia ao período de Restauração, após a queda de Napoleão Bonaparte, em 1815, e início das mudanças sociais provocadas pela Revolução Francesa. Os valores burgueses aparecem na literatura. Os personagens Carlos de Vandenesse e Julia D’Aiglemont apaixonam-se perdidamente. Ambos têm 30 anos, mas Carlos é  um "homem jovem" e Julia uma mulher "mais velha". Ela é tão submissa que seu recato e resignação encantam o rapaz. Ele tece uma vasta lista de comparações entre jovens e maduras e, em todos os quesitos, a balzaquiana é superior.


Universo feminino! As transformações em dois séculos

Vida longa à Rainha do lar

Hoje parece estranho dizer que uma mulher de 30 anos está velha. Mas, no século 19, não haveria nada de anormal em um comentário assim.A expectativa de vida da francesa era de 40 anos. No Brasil, a balzaquiana estaria literalmente com o pé na cova, pois vivia somente até os 27 anos. Fatores como a descoberta da penicilina, a cura da tuberculose e avanços da ciência dobraram a longevidade feminina. Hoje mulheres de todo o mundo vivem, em média, até os 75 anos de idade.


Amor e castidade

Na aristocracia, fidelidade e recato não eram qualidades indispensáveis a uma moça de família. Os casamentos eram por conveniência e ter amantes era normal. A sociedade burguesa instaurou a união por amor. Castidade e submissão passam a ser o maior tesouro das mulheres. Elas protagonizam romances, como explica Sandra Vasconcelos, professora de Literatura Inglesa da USP, mas “confinadas à esfera privada. Na literatura e na ficção, elas eram modestas, humildes e delicadas”.


Do espartilho à plástica


No século 19, o espartilho ainda era soberano. A moda era usar vestidos colados na cintura que exaltassem os quadris, o busto avantajado, no chamado perfil em “S”. O embelezamento se prestava mais a dignificar e elevar o status da mulher que a fazer com que ela se sentisse efetivamente mais bonita. Hoje, a busca da beleza independe do status e está intimamente ligada a brigar contra o tempo. Silicone e botox são as atuais fontes da juventude.  Fonte http://guiadoestudante.abril.com.br


... Delícias que você só descobre aos 30

Fonte NOVA

Aos 20 anos, eu achava que me casaria com o meu primeiro namorado e seria feliz para sempre. Também acreditava que nunca mais seria convidada para festas bacanas. Bobagem. Minha vida ficou muito melhor depois dos 30.

Dá para ficar em forma, mesmo que o metabolismo sabote seu peso

Quando era mais jovem, eu tinha certeza de que era magra. Olhando hoje as minhas fotos, cheguei à conclusão de que fui uma garota mais gorda do que sou agora na maior parte dos meus 20 anos. Por uma razão muito clara: não sabia comer. E foi exatamente no ano em que tive que encarar os 30 que me dei conta de que nunca, nem na adolescência, tinha tido um corpo tão bem definido e bonito. Milagre? Nada. Aprendi que não dá para comer quatro pedaços de pizza às 10 da noite e ir dormir. E que Deus só dá bumbum durinho a quem não falta à academia. Hoje o metabolismo já não é mais o mesmo. Se exagero num jantar, por exemplo, acordo me sentindo gorda. Lembro que, nos meus 20 anos, quando queria emagrecer, abria mão do jantar - unzinho só - e acordava com a barriga negativa. Não acontece mais. Esse tipo de mágica a gente desaprende a fazer quando completa 30 anos.

Só nós, mulheres, enxergamos as ruguinhas - e você pode evitá-las

Juro que pensava que, na manhã seguinte ao meu aniversário de 30 anos, acordaria velha. Oito anos depois, não tenho nenhum fio de cabelo branco e minha pele continua firme. Tem o fator genética, mas também muita disciplina. Nada é de graça na vida - muito menos o kit de produtos de beleza no meu banheiro, que não fica só enfeitando a bancada. Claro, há dias em que acordo mais amassada do que papel de chiclete no lixo. Preguiça de tirar o make, a quarta taça de vinho ou uma noite maldormida levam a culpa. Às vezes, saio correndo da cama para dar um up no visual antes que meu namorado acorde. Em outras, não há escapatória. Ainda bem que ele também já passou dos 30 e diz que fico linda descabelada e com cara de sono.


Ser independente não significa salvar o mundo e ainda resgatar a Mulher Maravilha

Você sai de casa e não se contenta apenas em ter um trabalho bacana, morar num apartamento legal e passar no free shop umas duas vezes por ano. Coloca na cabeça que tem que ser autosuficiente. E isso inclui saber usar uma furadeira, dividir a merreca da conta de gás com o namorado e não chorar mais no final de um filme água com açúcar porque cresceu ouvindo que deveria ser a Mulher Maravilha. Está aí um exemplo de que nem tudo o que a gente aprende é bom. Estou tentando resgatar esse lado mulherzinha que é legal (e os meninos curtem) e ter uma vida com menos cobranças. Os homens gostam de mulheres que tenham carreira e amem o que fazem, mas adoram cuidar das mulheres que amam - e isso inclui pagar a conta do restaurante.

O sexo fica muuuuito mais gostoso

Hoje, digo simplesmente "Não estou a fim". E nunca mais fingi um orgasmo. Vai dizer que você nunca fingiu? Cresci numa época em que os pais jamais falavam sobre isso. Pior, nem as minhas amigas. Então, tive que descobrir na luta. No sexo, você acaba criando mitos que, com a experiência, vão desmoronando um atrás do outro. E eu aprendi algumas lições: é mentira que homem gosta mais de sexo do que mulher; ou que mulher não sabe separar amor de sexo; e esta você já deve ter lido mil vezes em NOVA: masturbação é a melhor forma de conhecer o seu corpo. Talvez você fique chocada com o que vou dizer, mas, depois de saber o que lhe dá prazer, uma ótima dica é transar algumas boas vezes com um cara de quem você nem goste tanto. Melhor, que goste mais de você do que você dele. O lindo vai suar aquela barriga tanquinho para agradá-la, e sua preocupação será você mesma. Só aprendi isso após os 30. Mais: só tive coragem de fazer isso após os 30. Por último, mas não menos importante: homem gosta de mulher que arregaça as mangas da blusinha de paetês, toma a iniciativa e faz um serviço benfeito: sexo oral gostoso, assume o controle e fica numa posição em que tenha que suar o blush. Há poucas coisas na vida tão deliciosas como ver o cara de quem você gosta revirando os olhos. E isso a gente demora a aprender. Até lá, fica deitada na cama como uma bela adormecida e deixa que o coitado se lasque procurando o ponto G, que eu mesma só descobri onde era depois dos 30.

Sempre há tempo para virar a vida do avesso


Aos 20, o mais longe que eu conseguia mirar era o final de semana. A gente se permite tomar decisões erradas, experimentar, não dá para deixar para depois. Nessa fase, mudei de cidade, de trabalho, de namorado. Quanto mais experiências, mais chances você tem de acertar. Aos 30, o futuro é agora, mas ainda dá tempo de mudar tudo. Larguei um trabalho bacana, fui morar fora, quase casei com um gringo, voltei, arranjei outro namorado, outro trabalho. Então, descobri que odiava o que fazia, pedi demissão e hoje tenho o emprego dos meus sonhos. Descobri que meu ex era um idiota, e com isso tive a chance de conhecer outra pessoa, que está com pinta de ser o amor da minha vida. Isso tudo porque você aprende o que a deixa feliz. Aos 20, engoli muita melancia. Agora, olho o menu e já sei o que recusar. Eu me amo nessa fase trintona!



*Imagens reproduzidas do site http://www.precisofalar.com.br/

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