25 novembro 2012

Diane Keaton! Leia trecho de relato autobiográfico

 

"Agora e Sempre", considerado um dos melhores lançamentos de 2011 pelo jornal "The New York Times" e pelas revistas "People" e "Vogue", é uma autobiografia em que Diane Keaton reflete sobre algumas das suas opções de vida.
Para escrever, Keaton se inspirou em uma coleção de mais de 80 diários escritos por sua mãe, a ex-miss Los Angeles Dorothy Keaton Hall, ao longo da vida. A edição reconstrói uma história que perpassa quase cem anos.
A atriz que já se relacionou com Woody Allen, Al Pacino e Warren Beatty, conquistou o Oscar por seu desempenho em "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" e o Globo de Ouro por "Alguém Tem que Ceder".
Abaixo, leia um trecho de "Agora e Sempre".
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Extraordinária
Divulgação
Diane Keaton escreveu um livro com base principalmente em suas origens
Keaton escreveu um livro com base principalmente em suas origens
A dedicação de Dorothy à escrita começou com uma carta ao alferes Jack Hall, estacionado em Boston com a Marinha. Foi pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Ela estava de repouso no hospital Queen of Angels depois de me dar à luz. Sozinha com um bebê de 3,3 quilos, mamãe deu início a uma correspondência que se transformaria em outro tipo de paixão. Naquela época, as palavras dela eram influenciadas pelos poucos filmes a que Beulah lhe permitira assistir, como Melodia da Broadway, de 1938. Obras fofinhas e inofensivas, com parte dos diálogos saindo da boca de Judy Garland. O "com certeza amo você mais do que tudo no mundo" de mamãe, seu uso de "catita" e "Ninguém jamais me fará mais feliz do que você" refletiam as expectativas e a visão americana da vida durante a década de 1940. Para Dorothy, mais do que tudo, isso era o amor. Era Jack. Era Diane, e era catita.
Mamãe escreveu a primeira carta "Oi, querido" quando eu tinha 8 dias. Cinquenta anos depois, conheci a minha filha Dexter e a segurei em meus braços pela primeira vez quando ela estava com 8 dias. Era um bebê alegre. Ao contrário do que eu sempre tinha acreditado, não fui um bebê alegre, nem mesmo muito bonitinho. Uma foto ruim determinou a preocupação de mamãe com a minha aparência. As fotografias já começavam a dizer aos outros como me ver. Não passei pelo teste da foto bonita do papai. Nem pelo da mamãe, aliás. Mas escondida no bangalozinho da vovó Keaton, na Monterey Road, em Highland Park, Dorothy não teve escolha: com sua visão de menina de 24 anos, ela queria acreditar que eu era extraordinária. Tinha de ser. Então ela passou esse tipo de esperança a uma menininha que foi subjugada pela força desse sentimento. Os seis meses que passamos juntas, sozinhas, selaram o acordo. Para Dorothy, tudo o que ela vivia assumia uma dimensão maior por causa da alegria, da dor, do medo e da empatia de ser mãe pela primeira vez.
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13 de janeiro de 1946
Querido Jack,
Você deve estar quase chegando a Boston e aposto que está exausto por causa da viagem. É difícil acreditar que pode fazer tanto frio aí quando o tempo aqui está tão bom. Sinto muito ter agido da forma como agi quando você partiu. Com certeza eu não queria fazer aquilo, mas a ideia da sua partida me deixou muito nervosa.
Tentei com todas as forças parar de chorar, porque sabia que não era bom para Diane.
São 8 horas da noite e a sua filha está dormindo. Ela está ficando mais bonita a cada dia e, quando a vir, poderá decidir se quer que ela seja o seu "prato predileto".
Isso não é justo, meu doce - vi você primeiro, então eu deveria ser a primeira opção do seu harém, não acha? Hoje, Chiquita e Lois vieram nos visitar. Concordaram que ela é catita, embora tenha um mau hábito: quando alguém olha para ela, ela devolve o olhar ficando vesga.
Bom, meu doce, acho que vou acordar a "Carinha de Anjo". Sem dúvida ganhamos um prêmio, sem brincadeira. Toda vez que olho para ela, penso que mal posso esperar que você esteja aqui e que possamos ficar juntos.
Boa noite, meu amor.
Dorothy
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18 de janeiro de 1946
Oi, querido,
Gostaria de não ser tão chorona. Não me entendo. Antes de nos casarmos, você não conseguia me fazer chorar por nada. Eu achava que não sabia chorar, mas agora é só pensar em você, em como você é catita e em como sinto a sua falta que, antes de perceber, estou berrando igualzinho à Diane. Com certeza te amo mais do que você poderia imaginar, meu doce. Mesmo que eu não diga com frequência quando nos vemos, estou sempre pensando nisso.
Diane & eu tiramos fotos - só as pequenas e baratas. Estou com medo de que as dela não saiam boas - ela é tão miúda... - e naturalmente as minhas não serão boas, mas isso é de se esperar. Tomara que você possa ao menos ver um pouquinho como ela é. O fotógrafo disse que ela é muito boazinha para um bebê da sua idade e do seu tamanho. Não é gorda como a mãe dela costumava ser. Aliás, ainda estou gorducha = droga. Ela pesa mais de 4 quilos e, como digo em todas as cartas, fica mais bonitinha a cada dia. Acho que é uma boa ideia sua mandar notas de 2 dólares para ela. Estou guardando para ela. Estão se acumulando. Talvez daqui a pouco possamos abrir uma poupança. Boa noite, meu doce.
Amor,
Dorothy
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"Agora e Sempre" Autor: Diane Keaton Editora: Objetiva Páginas: 272 Quanto: R$ 31,90 (preço promocional*) Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.
Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra. 

Fonte http://www1.folha.uol.com.br

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