02 julho 2013

Coordenadora de Centro LGBT da Paraíba é agredida e vítima de homofobia em frente de casa

Ângela Chaves prestou queixa na 9ªDD
Ângela Chaves prestou queixa na 9ªDD 
A professora e coordenadora do Centro de Referência de Direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e combate a homofobia da Paraíba, Ângela Chaves, usou a rede social Facebook para denunciar que foi agredida e vítima de homofobia neste sábado (29), na Rua Djalma Coelho, no bairro dos Bancários, em João Pessoa. O acusado pelo crime é filho de um proprietário de um conceituado restaurante da Capital, conforme relatou a vítima durante depoimento na 9ª Delegacia Distrital.
Sensibilizados pela situação a qual Ângela Chaves foi submetida, amigos iniciaram uma campanha nas redes sociais como forma de boicotar e repudiar o ato discriminatório. Uma manifestação está sendo organizada para ocorrer em frente do restaurante localizado no bairro dos Bancários.
Em contato com a reportagem do Portal Correio, a professora comentou que estava em casa quando fortes estrondos foram ouvidos vindo do telhado de sua residência. Quando foi averiguar a situação, constatou que o imóvel foi atingido por fogos de artifícios.
“Minha filha com as colegas estavam estudando no terraço quando a gente se assustou com as explosões. Acionei a polícia e quando sai de casa para saber o estava ocorrendo fui agredida fisicamente, verbalmente e vítima de homofobia praticada pelo filho do dono de um restaurante na rua da minha casa”, desabafou Ângela Chaves.
De acordo com a vítima, policiais militares foram acionados e mesmo na presença das autoridades, o acusado agrediu a militante LGBT. “Ele disse "Sapatão", "Macumbeira" e "Vagabunda” e ainda me deu uns empurrões deixando marcas no meu braço. A todo instante ele dizia que mandava na rua só porque tem boas condições financeiras”, comentou a professora.
O caso foi registrado na 9ª Delegacia Distrital, em Mangabeira, sob o comando do delegado Nélio Carneiro, que encaminhou Ângela Chaves para exames de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica da Capital. Carneiro não atendeu as ligações da reportagem para falar sobre o caso.
“Já acionei o advogado e vamos botar o caso pra frente. Não podemos permitir que caso como este venha a se repetir”, frisou a coordenadora do Centro de Referência de Direitos LGBT, Ângela Chaves. 

Fonte:   http://portalcorreio.uol.com.br  Foto: Arquivo Pessoal

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