22 abril 2014

A máquina humana e as múltiplas inteligências

DESPERTANDO O CONHECIMENTO

 


Saber utilizar e aperfeiçoar nossas capacidades biológicas e psicológicas é indispensável para encontrar a felicidade. Infelizmente, quando nascemos não nos deram um “manual de instruções” e em sua maioria, as escolas não enfatizam esse desenvolvimento harmônico como prioritário em seus currículos. A pedagogia tradicional deposita uma ênfase excessiva na acumulação de conteúdos por meio da memória e ainda hoje é comum ver quem considere isso como inteligência.
Gurdjieff formulou o conceito da máquina humana, ou seja, o ser humano possui suas atividades biológicas e psíquicas distribuídas em centros energéticos que funcionam de forma interdependente, apesar de cada um deles possuir energia ou capital vital específico. Posteriormente, Samael Aun Weor ampliou esses estudos. Os centros estão distribuídos e associados a determinados plexos e guardam uma íntima conexão com os chacras do corpo astral. São eles:



  • Centro intelectual – localizado na pineal – trabalha com a energia intelectual
  • Centro emocional – localizado na região do plexo solar (entre estômago e umbigo) – trabalha com a energia emocional
  • Centro motor – localizado no topo da coluna – trabalha com a energia motora
  • Centro instintivo – localizado na base da coluna – trabalha com a energia instintiva
  • Centro sexual – localizado nas gônadas (ovários ou testículos) – trabalha com a energia sexual
Existem ainda dois centros superiores, que não nos são dados pela natureza, como os outros, portanto, existem de forma latente, precisando ser desenvolvidos. São eles:

  • Centro emocional superior – localizado na região do coração
  • Centro mental superior – localizado na glândula pituitária
A função dos centros da máquina humana é processar os diferentes tipos de energias que são o refinamento dos alimentos (seja a comida, os líquidos, o ar, as energias – como a solar e também energias sutis – e as impressões). Cada centro possui funções e mecanismos de atuação específicos e é responsável pelo desenvolvimento de diferentes tipos de inteligências ou capacidades.

Devemos entender que “inteligência” significa potencial cognitivo, conscientivo e isso não está relacionado somente às funções do intelecto. Existe tanta inteligência na capacidade de traçar a trajetória de um míssel, calculando força, ângulo, etc., quanto na pessoa que consegue chutar uma bola no ângulo de uma trave. A diferença entre eles é que usam inteligências diferentes, de centros diferentes.

O cérebro, dentro desta análise, não é o órgão mais importante para as funções cognitivas. Ele não gera as energias psíquicas que dão origem aos processos como pensamentos, emoções, etc., mas tão somente as canaliza, como um receptor que por sua vez transmite esses comandos psicológicos ao restante do corpo, através do sistema nervoso. Interessante que essa definição está em total sintonia com os princípios da medicina tradicional chinesa.

Cada centro possui um capital vital, ou seja, é como uma bateria que tem um tempo de vida.

Os desequilíbrios e um estilo de vida inadequado podem exaurir esse capital vital antes do tempo, ocasionando doenças ou até mesmo a morte. Por outro lado, se aprendemos a utilizar cada um dos centros adequadamente, as suas energias não são simplesmente gastas, mas potencializadas, resultando no aumento da capacidade de cada centro, fazendo com que se ampliem nossos diferentes tipos de inteligência.

Os cinco primeiros centros citados (intelectual, emocional, motor, instintivo e sexual) são também chamados de centros inferiores porque podem servir para a expressão da consciência ou do ego. Já os centros superiores servem de comunicação direta entre o Ser e a consciência.

Os centros inferiores agrupam-se de acordo com suas funções nos chamados três cérebros, que estão relacionados com as três camadas de nosso cérebro:

  • Centros motor, instintivo e sexual – cérebro reptiliano
  • Centro emocional – sistema límbico
  • Centro intelectual – neo-córtex superior
Essa notação é importante para o detalhamento que vamos fazer posteriormente sobre cada um dos centros.
É importante ainda fazer uma relação com os quatro caminhos, que tratamos em artigos anteriores. A educação espiritual deve passar pela educação das funções da máquina humana:

  • o caminho do faquir relaciona-se à educação dos centros motor, instintivo e sexual;
  • o caminho do monge relaciona-se à educação do centro emocional e à transformação de valores internos;
  • o caminho do yogue relaciona-se à educação do centro intelectual e ao desenvolvimento da concentração;
  • o caminho do homem equilibrado relaciona-se ao desenvolvimento dos centros superiores.

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