28 julho 2014

Bibliotecas - tesouros da humanidade

 
 “No Egito, as bibliotecas eram chamadas ‘Tesouro dos remédios da alma’. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”  - Jacques Bénigne Bossuet (1627-1704)

Biblioteca (do grego βιβλιοϑήκη, composto de βιβλίον, "livro", e ϑήκη "depósito"), na definição tradicional do termo, é um espaço físico em que se guardam livros.

Bibliotecas no mundo: uma epopéia histórica
Guardar o conhecimento, a cultura, a produção cientifica das Civilizações é uma tarefa difícil, pois o nascimento e a decadência de impérios é uma constante da história. Nesse sentido os mosteiros tiveram um papel fundamental: muito da cultura grega, romana, celta, nórdica e cristã da Antiguidade e Medieval foi preservada pelo trabalho árduo e silencioso dos monges copistas. Não por acaso, no século VIII d.C., já surgiam anexas aos mosteiros: grandes centros culturais, as Escolas Monacais.


Biblioteca Nacional do Brasil – Rio de Janeiro, Brasil
Salão de leitura da Divisão de Obras Raras
A Biblioteca Nacional do Brasil, considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, é também a maior biblioteca da América Latina. O núcleo original de seu poderoso acervo calculado hoje em cerca de nove milhões de itens é a antiga livraria de D. José organizada sob a inspiração de Diogo Barbosa Machado, Abade de Santo Adrião de Sever, para substituir a Livraria Real, cuja origem remontava às coleções de livros de D. João I e de seu filho D. Duarte, e que foi consumida pelo incêndio que se seguiu ao terremoto de Lisboa de 1º de novembro de 1755.
O início do itinerário da Real Biblioteca no Brasil está ligado a um dos mais decisivos momentos da história do país: a transferência da rainha D. Maria I, de D. João, Príncipe Regente, de toda a família real e da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, quando da invasão de Portugal pelas forças de Napoleão Bonaparte, em 1808.
Acervo da Biblioteca Nacional do Brasil
O acervo trazido para o Brasil, de sessenta mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas, foi inicialmente acomodado numa das salas do Hospital do Convento da Ordem Terceira do Carmo, na Rua Direita, hoje Rua Primeiro de Março.A 29 de outubro de 1810, decreto do Príncipe Regente determina que no lugar que serviu de catacumba aos religiosos do Carmo se erija e acomode a Real Biblioteca e instrumentos de física e matemática, fazendo-se à custa da Fazenda Real toda a despesa conducente ao arranjo e manutenção do referido estabelecimento. A data de 29 de outubro de 1810 é considerada oficialmente como a da fundação da Real Biblioteca que, no entanto, só foi franqueada ao público em 1814.
Quando, em 1821, a Família Real regressou a Portugal, D. João VI levou de volta grande parte dos manuscritos do acervo. Depois da proclamação da independência, a aquisição da Biblioteca Real pelo Brasil foi regulada mediante a Convenção Adicional ao Tratado de Paz e Amizade celebrado entre o Brasil e Portugal, em 29 de agosto de 1825. 
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Serviço
Sede: Avenida Rio Branco, 219 - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil.
Visite o site oficial: Biblioteca Nacional 
Biblioteca Nacional no Facebook

Real Gabinete Português de Leitura – Rio de Janeiro, Brasil
Real Gabinete Português de Leitura
A maior biblioteca de autores portugueses fora de Portugal teve início em 1837 e conta com mais de 350.000 volumes em um acervo que reúne obras raras dos séculos XVI, XVII e XVIII.
O Real Gabinete Português de Leitura é uma instituição notável, não só pelo considerável acervo bibliográfico ou pelas diversas atividades que desenvolve, mas também pelo prestígio nos meios intelectuais. A instituição foi fundada em 1837 por um grupo de quarenta e três imigrantes portugueses para promover a cultura entre a comunidade portuguesa na então capital do Império.
Real Gabinete Português de Leitura - Rio de Janeiro, Brasil
O edifício da atual sede, projetado pelo arquiteto português Rafael da Silva e Castro, foi erguido entre 1880 e 1887 em estilo neomanuelino. Este estilo arquitetônico evoca o exuberante estilo gótico-renascentista vigente à época dos Descobrimentos portugueses. O Imperador D. Pedro II lançou a pedra fundamental do edifício e sua filha, a Princesa Isabel, junto com seu marido, o Conde d'Eu, inauguraram-no em 10 de setembro de 1887.
Aberta ao público desde 1900, a biblioteca do Real Gabinete possui a maior coleção de obras portuguesas fora de Portugal. Entre os 350 mil volumes encontram-se obras raras como um exemplar da edição "princeps" de Os Lusíadas de Camões (1572), as Ordenações de D. Manuel (1521), além de manuscritos do "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco, do "Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias, e centenas de cartas de escritores. Há também uma importante coleção de pinturas de José Malhoa, Carlos Reis, Oswaldo Teixeira, Eduardo Malta e Henrique Medina. Entre os seus visitantes ilustres, do passado, encontram-se os nomes de Machado de Assis, Olavo Bilac e João do Rio.
A história da Academia Brasileira de Letras está ligada à do Real Gabinete, uma vez que as cinco primeiras sessões solenes da Academia, sob a presidência de Machado de Assis, foram ali realizadas.
____ Serviço
Endereço: R. Luís de Camões, 30, centro - Rio de Janeiro
Funcionamento: 9h às 18h 
Entrada: gratuito
Site oficial: Real Gabinete Português de Leitura


Biblioteca do Monasterio de Wiblingen, Alemanha
(Wiblingen Monastery Library, Ulm, Germany)
Biblioteca do Monastério de Wiblingen, Alemanha
Antes de entrar na Biblioteca visitantes podem ver a inscrição “Em quo omnes thesauri sapientiae et Scientiae”, que significa “Onde são armazenados todos os tesouros do conhecimento e da ciência”, uma citação perfeita para qualquer biblioteca.
A famosa biblioteca do mosteiro Wiblinger tem as dimensões e as sumptuosas amenidades de um salão de banquete sagrado. Ele serviu como salão de residência espiritual, onde os convidados foram recebidos. O salão glorificado com as suas características diversas altamente diferenciados conhecimento humano e da sabedoria divina. O afresco do teto por Martin Kuen e Dominic são Hermenegild Herberger 1750 alegorias esculpidas pontos atrativos de vista da área magnífica.
Sammelband aus der Wiblinger Klosterbibliothek mit
 medizinischen Traktaten und Rezepten gegen
 Leiden wie Schlaflosigkeit, Bauchschmerzen,
Flechten und Fisteln, Verbrennungen oder Würmer.
A biblioteca reune cerca de 15.000 manuscritos, incunábulos chamado - impressões antes de 1500 - e outros documentos. Estes variam de originais, manuscritos, ilustações para revistas e impressão do mundo cotidiano e do sistema escolar. Na Wiblingen encontram-se  Manuscritos do século 15, magníficas no scriptorium estavam na sala escrita monástica, escrito e ilustrado, provavelmente, no trabalho assalariado. Há exemplos importantes da iluminação manuscrito sul alemã do tempo.

A Abadia de Wiblingen
Alemanha, foi uma abadia beneditina, hoje abriga a Faculdade de Medicina da Universidade de Ulm. A abadia faz parte da rota do barroco pela Suabia superior. O Mosteiro foi fundado em 1093, durante a Idade Média Wiblingen foi famosa por sua erudição, qualidade de sua educação e lugar exemplar de disciplina monástica. 
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Mais informações visite Site Oficial: Biblioteca do Monastério



Biblioteca Anna Amalia, Weimar - Alemanha
(Herzogin Anna Amalia Bibliothek Weimar, Germany)
Biblioteca Anna Amalia, Weimar, Alemanha
A Biblioteca Anna Amalia, tem um maravilhoso interior rococó dos tempos do barroco alemão, uma verdadeira jóia do Castelo Verde era a sala ovalada, a Rokokosaal, de onde se erguiam os andares com prateleiras e estantes cheias de livros e partituras musicais, juntadas desde 1691 pelo duque Guilherme da Saxônia-Weimar. A decoração interna coube aos pintores Kraus, Schmeller e Tischbein que fizeram os retratos dos grandes artistas de Weimar, enquanto bustos em mármore da duquesa, dos poetas Weiland, Goethe, Schiller e de Herder, colocados um ao lado do outro, davam um ar sagrado ao recinto: a Biblioteca Anna Amália era uma espécie de santuário da cultura universal.
O impulso para fazer de Weimar um lugar excepcional para as letras e artes da Alemanha inteira deu-se quando a duquesa, Protetora dos Poetas e Pensadores, enviuvou em 1759.
O seu mais famoso convidado foi Goethe, homem cosmopolita, um gênio que, além das línguas modernas, dominava meia dúzia de idiomas antigos. Ainda que assumindo o pequeno teatro local, por igual encarregaram-no da biblioteca, sendo seu diretor de 1797 até a sua morte em 1832. Tornou-a – a Biblioteca Central dos Clássicos Alemães -, referência obrigatória para o mundo culto germânico, ao tempo em que o ducado de Weimar ganhou fama como a Atenas da Alemanha. Mais recentemente, a UNESCO promovera a biblioteca a patrimônio da humanidade.
A biblioteca é especializada em literatura alemã do período entre 1750 e 1850. Ela abriga várias primeiras edições raras e a maior coleção mundial do Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe. O mais famoso poeta alemão dirigiu a biblioteca de 1797 até a sua morte, em 1832.
A biblioteca de Nietzsche e a biblioteca do antigo Arquivo-Nietzsche de Weimar são hoje parte efetiva do Acervo-Nietzsche da Biblioteca Herzogin Anna Amalia em Weimar de Weimar.
"Do alto desaba uma onda enfurecida/ De uma tímida gota/ [torna-se] a enchente que explode com raiva"
- Goethe (O Livro das Parábolas, in Divã Oriente-Ocidente, 1819)
Biblioteca Herzogin Anna Amalia, em Weimar 
Em 2004, um incêndio destruiu 50 mil livros e deixou 62 mil obras seriamente danificadas. Trabalho de recuperação do acervo está sendo considerado “milagre” da restauração.
A biblioteca na “capital dos clássicos”, terra dos poetas Johann Wolfgang Goethe e Friedrich Schiller, reabriu em 2007 suas portas após uma recuperação de seus salões em estilo rococó e de seu patrimônio bibliográfico.
Dos 62 mil livros danificados, só 28 mil foram recuperados. Na inauguração, terão voltado às estantes 50 mil volumes, entre os restaurados e os salvos das chamas. Até 2015, graças às mais avançadas técnicas de restauração, mais 10 mil devem voltar às prateleiras. O resto é irrecuperável.
A biblioteca da duquesa Anna Amalia continha volumes dos séculos XVI a XIX, conservava uma ampla amostra de originais de Shakespeare, e a maior coleção do mundo de edições de “Fausto”, com quase 3.900 volumes. Além dos livros, continha 2 mil manuscritos medievais e 8.400 mapas históricos. O acervo incluía coleções privadas de livros das famílias de Franz Liszt e Friedrich Nietzsche.
Localizada no Parque Belvedere, a residência ducal de verão, Schloss Belvedere (1761-6), possui acervo de arte decorativa do período rococó e uma coleção de veículos agrícolas.
Cidade: Weimar, cidade do estado da Turíngia, no leste alemão, fica a 250 quilômetros de Berlim e é o centro cultural da região. A cidade conta com um total de 14 prédios históricos tombados pela Unesco.
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Referências e fontes: Wilamowitz-Moellendorff, Erdmann von. O Acerto de Nietzche na Biblioteca Herzogin Anna Amalia em Weimar. Rev. Filos., Aurora, Curitiba, v. 20, n. 27, p. 367-381, jul./dez. 2008.




Biblioteca do Monastério Beneditino de Admont - Áustria



(Library of the Benedictine Monastery of Admont, Austria)


Biblioteca do Monastério Beneditino de Admont, Áustria 


É a maior biblioteca monástica no mundo, no acervo uma das mais antigas coleções científicas. É conhecida por sua arquitetura barroca e as coleções de arte e manuscritos.


O salão da biblioteca, construída em 1776,  projetada pelo arquiteto Joseph Hueber, é de 70 metros de comprimento, 14 metros de largura e 13 metros de altura. Ela contém c. 70.000 volumes de explorações inteiras do mosteiro de c. 200.000 volumes. O teto é constituído por sete cúpulas, decoradas com afrescos de Bartolomeo Altomonte mostrando as etapas do conhecimento humano até o ponto alto da Revelação Divina. A luz é fornecida por 48 janelas e é refletida pelo esquema de cores original de ouro e branco. A arquitetura e design de expressam os ideais do Iluminismo, contra a qual as esculturas de Joseph Stammel de "As Quatro Últimas Coisas" fazem um contraste impressionante.

A abadia possui mais de 1.400 manuscritos, o mais velho dos quais, a partir de St. Abbey Pedro, em Salzburgo, foi o dom do fundador, o arcebispo Gebhard, e acompanhou os primeiros monges para resolver aqui, bem como mais de 900 incunabulae.

A Abadia de Admont


Dedicada a São Brás, Admont Abadia foi fundada em 1074 pelo arcebispo Gebhard de Salzburgo com o legado do falecido Santa Hemma de Gurk  e terminados por monges da Abadia de St. Pedro em Salzburg, sob abade Isingrin. O segundo abade, Giselbert, dizem ter introduzido as cluniacenses reformas aqui. Outro dos abades cedo, Wolfhold, estabeleceu um convento para a educação das meninas de família nobre, e a tradição educacional tem se mantido forte desde então. O mosteiro prosperou durante os Idade Média e possuía uma produtiva scriptorium. Abade de Engelbert Admont (1297-1327) foi um famoso estudioso e autor de muitas obras.

O Monastério beneditino de Admont, Áustria

As guerras contra os turcos e Reforma (Abbot Valentine foi obrigado a renunciar por causa de seus pontos de vista reformados) causou um declínio longo, mas com a Contra-Reforma da abadia floresceu novamente. Além da escola secundária, que mais tarde mudou-se para Judenburg , havia faculdades de teologia e filosofia. Abade Albert von Muchar era bem conhecido como um historiador e professor da Universidade de Graz.

Nos séculos 17 e 18 da abadia atingiu seu ponto alto de produtividade artística, com as obras do mundialmente famoso eclesiástico bordador irmão Benno Haan (1631-1720) e o escultor José Stammel (1.695-1.765).

Em 27 de abril de 1865 um incêndio destruiu quase todo o mosteiro. Enquanto os arquivos monásticos foram todos restaurados. Reconstrução começou no ano seguinte, mas ainda não foi concluída até 1890. 

As crises econômicas da década de 1930 obrigou a abadia a vender muitos dos seus tesouros artísticos, e durante o período do nacional-socialista governo do mosteiro foi dissolvido e os monges expulsos. Eles retornaram em 1946 e hoje a abadia é novamente uma próspera comunidade beneditina.

De 1641 a abadia foi um membro da Congregação Salzburg, que em 1930 foi incorporada pela atual Congregação austríaca da Confederação Beneditina. ___ 





Biblioteca da Abadia de Saint-Florian - Áustria

(The Library of St. Florian Abbey, Austria)
Biblioteca da Abadia de Saint-Florian, Áustria

A construção da ala da biblioteca foi iniciada 1744, por Johann Gotthard Hayberger. A biblioteca dispõe de cerca de 130.000 volumes, entre muitos manuscritos. A galeria contém numerosas obras dos séculos 16 e 17, mas também algumas obras do medieval-tardio da Escola Danúbio, particularmente por Albrecht Altdorfer.

O Monastério Saint- Floriano

O mosteiro, em homenagem a São Floriano, foi fundada no carolíngio período. Desde 1071 que já abrigou uma comunidade de Cônegos Agostinianos , e é, portanto, é um dos mosteiros mais antigos operacionais do mundo após a Regra de Santo Agostinho .

Entre 1686 e 1708 o complexo do mosteiro foi reconstruído em estilo barroco estilo por Carlo Antonio Carlone, de quem São Floriano é considerado a obra-prima. Após sua morte, o trabalho foi continuado por Jakob Prandtauer. O resultado é o maior mosteiro barroco na Alta Áustria. Os afrescos foram criadas por Bartolomeo Altomonte. ___



Biblioteca do Monastério de Melk
(Melk Monastery Library, Melk, Austria)
Biblioteca do Monastério de Melk
A Abadia de Melk, ou Convento Melk, é uma das mais célebres entre as escolas monásticas. Fundada em 1089 quando Leopoldo II, Margrave* da Áustria, família que dominava aquela região até a ascensão dos Habsburgos, doou um de seus castelos aos monges beneditinos da Abadia de Lambach (*título do antigo Império Germânico).

No século XII os monges criaram ali uma escola e a partir desse momento a biblioteca ficou muito conhecida pela sua imensa coleção de manuscritos. Em seu scriptorium foram copiados centenas de manuscritos com iluminuras preciosas.

No século XV a abadia tornou-se o centro da Reforma Melk, movimento que revigorou a vida monástica na Áustria e no sul da Alemanha.

Tudo no Convento impressiona. É realmente estupendo. O hall de acesso, todo em mármore, é um espetáculo. Suas paredes são em estuque de mármore, as esquadrias e o piso em mármore da província de Salzburg. Vale à pena descrever seu teto, pintado por Gaetano Fanti (1687/1759): Palas Atena (Minerva) numa biga puxada por dois leões, simbolizando a sabedoria e a moderação, tem a ajuda de Hércules, que está à sua esquerda, para derrotar o cérbero das três cabeças: o inferno, a noite e o pecado.

Mas os dois legados mais importantes dessa construção barroca são a Abadia, com seus belíssimos altares, afrescos e imagens, e a Biblioteca, que guarda incontáveis manuscritos, incluindo uma admirável coleção de partituras.

Monastério de Melk, Áustria
Devido à sua fama Melk conseguiu escapar da dissolução por várias vezes; apesar de invadida e agredida, acabou sempre por resistir. Do reinado de José II, passando pelas invasões napoleônicas até o surgimento do nazismo, quando a escola e a abadia foram confiscadas pelo Estado, Melk sofreu mas resistiu. Aos ditadores não agradam as bibliotecas...

Aos apaixonados por livros, extasia a coleção de livros históricos que preenchem a biblioteca. Ao entrar no salão, aquelas prateleiras que vão até o teto, ocupadas por encadernações deslumbrantes, são de tirar o fôlego. Toda a decoração da biblioteca acompanha os tons dourados do couro trabalhado em ouro: o ambiente resplandece.

O valor artístico de sua decoração mostra o apreço que os monges tinham pela biblioteca. No teto os afrescos de Paul Troger (1731/32) fazem um retrato alegórico da Fé. Ela está no centro, cercada pelas quatro virtudes cardeais: Sabedoria, Justiça, Coragem e Moderação.

As quatro esculturas em madeira, uma de cada lado das duas portas principais, representam as quatro faculdades: Teologia, Filosofia, Medicina e Direito.

Ao todo são doze salas que guardam cerca de 1888 manuscritos, 750 incunabula, 1700 livros do século XVI, 4500 do século XVII e 18000 do século XVIII. Juntando com os livros modernos, são cerca de 100.000 volumes. No salão principal (abaixo), estão aproximadamente 16000 livros.

Curiosidade: sua influência e reputação como centro de aprendizado e cultura foram homenageados por Umberto Eco em seu admirável “O Nome da Rosa”.  A um de seus personagens, na realidade o narrador da história, ele deu o nome de Adso von Melk, como um tributo à abadia e à sua riquíssima biblioteca.

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Site Oficial: Biblioteca de Melk

Biblioteca do Monastério Beneditino Kremsmünster
(The Library of the Kremsmünster Abbey, Austria)
Biblioteca do Monastério Beneditino de Kremsmünster
A magnífica biblioteca beneditina da Abadia Kremsmünster, construída entre 1680 e 1689, por Carlo Antonio Carlone. É uma das maiores bibliotecas da Áustria, acervo de 160.000 volumes, além de 1.700 manuscritos e cerca de 2.000 incunábulos.
Um rico acervo de livros, incluindo valiosos manuscritos medievais, como o “Codex millenarius", um livro do Evangelho escrito por volta de 800 na Abadia do Monastério. E uma coleção de tesouros artísticos que caracterizam oeuvres superiores Europeia ourivesaria (Cálice de Tassilo, Tassilo Candelabro) foram preservados em Kremsmünster. A conservação de ambas as estruturas e os tesouros de arte é exemplar. O interessante coleção de objetos de história natural e do observatório são acessíveis ao público, com uma visita guiada.

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Site Oficial: Biblioteca da Abadia Kremsmünster 








Biblioteca Nacional da Áustria



(Wien Prunksaal Oesterreichische Nationalbibliothek)

Biblioteca Nacional da Áustria 


A Biblioteca Nacional Austríaca, localizada em Viena, é a biblioteca nacional da República da Áustria. Fundada na Idade Média pelos Habsburgos, foi chamado de Biblioteca do Tribunal de Justiça (Hofbibliothek) até 1920. Ela está localizada no Hofburg, apesar de parte das coleções estarem localizadas no Palais Mollard-Clary.
Com mais de 7,4 milhões de registros, é uma das mais ricas bibliotecas da Áustria. Contém o depósito legal, a bibliografia nacional, o depósito de trabalhos acadêmicos, e também grandes coleções de incunábulos, mapas e atlas confeccionados em papiro e escritos em línguas artificiais, para alem de vários documentos iconográficos.  ____
Site Oficial: Biblioteca Nacional da Áustria




A Biblioteca do Mosteiro de Strahov – Praga, na República Checa
Salão Teológico, da Biblioteca do Mosteiro de Strathov
A história de Strahov e sua Biblioteca é muito longa e rica em episódios e não tenho aqui espaço para tanto. Vamos falar da Biblioteca e de suas duas Salas, a Teológica e a Filosófica. São obras-primas do barroco e seu acervo é invejável sob todos os aspectos.
Infelizmente, hoje em dia não se pode entrar e admirar essas magníficas salas: o visitante fica atrás de uma corda vermelha, o que, dizem, não impede que veja os belíssimos tetos, as estantes recheadas de livros e os demais objetos que adornam o ambiente. Nada mais justo depois de uma reforma que custou muito tempo e dinheiro do Estado.
A Sala Teológica, de meados do século XVI, recebeu as raridades que os monges abrigavam há mais de 4 séculos. Seu teto é coberto por afrescos que descrevem passagens da Bíblia, sobretudo o Livro dos Provérbios. Reparem no trabalho em estuque que emoldura os afrescos, é famoso por sua beleza.
Também na Sala Teológica a “roda da compilação”, encomendada pela biblioteca em 1678 e usada para compilar textos: o escriba distribuía os textos dos vários livros, manuscritos ou códices que lia ou copiava nas prateleiras que giravam conforme sua necessidade: eram feitas de tal modo que os papéis não escorregavam e com certeza poupavam muito trabalho. 
No lado esquerdo da sala está a imagem em madeira de São João Evangelista, exemplo do gótico tardio. São notáveis também os globos terrestres.
Salão Filosófica, da Biblioteca do Mosteiro de Strathov
No final do século XVIII, foi decido que a biblioteca necessitava de mais espaço e ergueram a Sala Filosófica. O espantoso tamanho da sala (comprimento 32m, largura 22m e altura 14 m) é perfeito para o imenso afresco em seu teto, feito pelo pintor vienense Anton Maulbertsch que em 1794 levou seis meses para pintá-lo, com o auxílio de um único assistente.
O tema é “O Progresso Intelectual da Humanidade”: de um lado figuras como Moisés, a Arca da Aliança, Adão, Eva, Caim e Abel, Noé, Salomão e David. De outro, o desenvolvimento da civilização grega até Alexandre, O Grande, pintado ao lado de seu mestre Aristóteles.
Também se vê cenas do Novo Testamento, como São Paulo pregando diante do monumento a um deus desconhecido no Areópago de Atenas. A ciência é retratada nas figuras de Esculápio, Pitágoras e Sócrates.
Sobre os portões em ferro forjado que levam ao espaço que une as duas salas está escrito: Initium Sapientiae Timor Domini (O começo da sabedoria é o temor a Deus).
As estantes em nogueira abrigam um acervo de mais de 200.000 volumes, a maioria impressa entre 1501 e 1800; além de livros de e sobre filosofia, tratados de astronomia, matemática, história, filologia, etc.
A Biblioteca Strahov guarda também a primeira edição da Encyclopédie coordenada por Diderot e d’ Alembert, o que prova a mentalidade evoluida desses monges.
A coleção de manuscritos, mais de 1500, por seu imenso valor, é guardada numa sala especial.
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Localizado em Praga, próximo do Castelo de Praga e da magnífica Colina Petrin, na República Checa.
Mais informações sobre a biblioteca, seus salões - em inglês.


Biblioteca da Abadia de St. Gallen - Suíça
(St. Gallen Abbey Church Library, Swiss)
Biblioteca da Abadia de St. Gallen, Suíça
Em 612 d.C, Gallo e Columba, dois missionários irlandeses que percorriam o continente europeu para pregar sua fé, construíram um abrigo no Vale de Steinach, um belo local com bosques e cachoeira, perto do Lago Constança, na Suiça.
Logo receberam outros missionários que comungavam das mesmas idéias e criaram um convento. Quando Gallo morreu, seu túmulo virou local de peregrinação (Gallo e Columba foram canonizados).
Em 719, Otmar, um padre alemão, tomou a si a liderança da comunidade e ampliou o convento original transformando-o em um monastério que de 747 em diante adotou as Regras de São Bento. Não demorou muito para que a abadia adquirisse fama como local apropriado para quem queria seguir as severas regras beneditinas.
Eis uma delas: “A ociosidade é inimiga da alma; por isso, em certas horas devem ocupar-se os irmãos com o trabalho manual, e em outras horas com a leitura espiritual” (do capitulo 48 das Regras de São Bento).
Não é por outro motivo que todos os mosteiros beneditinos têm bibliotecas, algumas mais valiosas que outras, mas todos cultivam os livros. A primeira indicação que no Vale de Steinach existia uma biblioteca é datada de 820, numa “planta para a abadia” que descreve com detalhes uma construção de dois andares, com uma biblioteca e um “scriptorium” no térreo, parede colada na igreja.
Mosteiro Beneditino St. Gallen, Suíça
A abadia cresceu rapidamente e se tornou um centro cultural e espiritual famoso pelos manuscritos e pelas iluminuras que seus monges faziam. Entre os monges de St. Gallen muitos iluministas, poetas e músicos foram célebres em vida e recebiam muitas encomendas.
O acervo cresceu de tal modo que em 1553 teve que ser transferido para um novo prédio, que também ficou pequeno. Entre 1758 e 1767, foi decidido que seria erguido o magnífico salão barroco decorado pelos mais brilhantes artesãos da região, e que hoje é considerado um dos mais belos no gênero.
As estantes em madeira trabalhada e a luz que penetra pelas 34 janelas tornam o ambiente acolhedor. No teto, afrescos falam dos quatro primeiros Concílios da Igreja; o trabalho em estuque maravilha os visitantes.
Sendo a mais antiga biblioteca da Suíça, e uma das primeiras e mais importantes bibliotecas monásticas, sua extraordinária coleção de livros revela o desenvolvimento da cultura na Europa e guarda documentos que comprovam as realizações culturais da abadia do século VIII até a dissolução do monastério, em 1805. ___
Site Oficial: Biblioteca St. Gallen 


Real Biblioteca del Monastério de San Lorenzo de El Escorial 
Real Biblioteca del Monastério de San Lorenzo de El Escorial
"Uma biblioteca é uma das mais belas paisagens do mundo."
- Jacques Sternberg (1923-2006)

O Monastério de San Lorenzo de El Escorial é, sem dúvida nenhuma, uma das edificações renascentistas de maior beleza arquitetônica em todo o mundo. A 50 km de Madrid, ao pé do Monte Abantos, na Serra de Guadarrama, e a 1028m de altitude, quando nos aproximamos, impressiona aquele gigante num local que devia ser ermo à época de sua construção. Ocupa uma área de 33.327m²! Idealizado por Felipe II na segunda metade do século XVI como um grande complexo monacal e palaciano, desde o fim do século em que nasceu já era considerado a oitava maravilha do mundo. O que lhe deu essa fama não foram apenas sua beleza e tamanho, mas seu valor como símbolo e guardião da História da Espanha. El Escorial é a cristalização dos sonhos e da determinação de seu criador, um verdadeiro príncipe renascentista.
Monasterio de San Lorenzo del Escorial, Madrid
A construção foi iniciada em 23 de abril de 1563 e completada em 13 de setembro de 1584. Lá dentro estão magníficos exemplos de todas as Artes Plásticas ornando a belíssima Basílica, os salões e as escadarias do palácio, a Cripta dos reis espanhóis, as salas capitulares do Mosteiro e o teto e as paredes que ornam as salas da Real Biblioteca, que é o que nos move hoje. 
Felipe II doou sua coleção particular de valiosos códices para essa estupenda biblioteca; além disso, ele adquiriu bibliotecas completas, estrangeiras e espanholas, o que fez com que seu acervo seja, até hoje, dos mais respeitados entre os pesquisadores e bibliófilos. Numa nave de 54 m de comprimento, 9m de largura e 10 m de altura, estão abrigados 40.000 volumes de altíssimo valor histórico. Pelo conteúdo de mapas, cartas, crônicas, verdadeiros tratados antropológicos e etnográficos relacionados ao estudo das culturas indígenas da América espanhola, a Real Biblioteca é um verdadeiro tesouro, não tanto pela quantidade como pela qualidade dos documentos chamados “Americanistas”. Por ter sido a biblioteca real durante os reinados dos Habsburgos aos Bourbons, ela conserva peças de valor excepcional, sempre sob os cuidados dos monges agostinianos, a quem o Mosteiro foi entregue por Felipe II. Seu teto em abóboda está decorado com afrescos que representam as sete artes liberais, i.e., Retórica, Dialética, Música, Gramática, Aritmética, Geometria e Astrologia.  O piso é todo em mármore; os globos e a esfera armilar são peças que foram usadas para o estudo das viagens de descoberta a serem feitas e para o relato das viagens já empreendidas. A esfera armilar é de madeira, datada de 1536, e foi feita em Florença por Antonio Santucci. (foto abaixo). As cinco mesas retangulares, em mármore, são do século XVII. No portal de entrada, uma inscrição ameaça com a pena da excomunhão todo aquele que retirar um livro ou um objeto da sala. Nas estantes vemos miniaturas do século XIII, encadernações em couro gravadas a ouro, assim como incunábulos de valor literalmente incalculável. Há mil manuscritos em árabe, dois mil e novecentos em latim e línguas vernaculares, setenta e dois em hebreu e quinhentos e oitenta em grego.
Em 2 de Novembro de 1984 a UNESCO declarou El Real Sítio de San Lorenzo de El Escorial como Patrimônio da Humanidade.
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Serviço: Avda. D. Juan de Borbón y Battenberg, 1
28200 – San Lorenzo de El Escorial - Madrid, Espanha
Site Oficial: Biblioteca Real
Outras referências: FERNÁNDEZ, José Carlos. A biblioteca o Escorial, um tratado Hermético


Biblioteca do Trinity College, Dublin – Irlanda
(Trinity College Library Dublin)
Biblioteca do Trinity College, Dublin, Irlanda
"Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir."
- Francis Bacon

A Universidade da Irlanda, mais conhecida como Trinity College, foi fundada em 1592 por Elizabeth I. De início só eram admitidos alunos anglicanos para os cursos de graduação, mestrado, doutoramento; também para as congregações de docentes e para a obtenção de bolsas. Mas, em 1873, essas exigências religiosas foram eliminadas.
A Biblioteca do Trinity College, localizado em Dublin, é a maior biblioteca na Irlanda. Tem direitos de depósito legais do material publicado na República da Irlanda. A biblioteca tem mais de 4,5 milhões de volumes de livros.
As suas maiores atrações são a Old Library, biblioteca com 200.000 volumes decorada com bustos de acadêmicos, a harpa mais antiga da Irlanda e o Livro de Kells.
Guardiã de iluminuras, manuscritos, códices, in-folios e livros que são parte importante da herança ocidental, ela contém hoje, 5 milhões de volumes impressos, inclusive uma impressionante colecção de jornais, mapas e partituras que nos ajudam a percorrer mais de 500 anos do desenvolvimento acadêmico europeu.
Trinity College Library
O prédio original, conhecido como Biblioteca Antiga, localizado no coração de Dublin, leva os visitantes de volta ao século XVIII, quando a maravilhosa edificação estava sendo erguida. Em 12 de Maio último, comemorou-se o seu tricentenário.
O salão principal, chamado de Long Room, com quase 65 metros de comprimento, guarda os mais antigos livros do acervo da biblioteca, cerca de 200.000.
Quando foi construído, entre 1712 e 1732, as prateleiras ocupavam o andar térreo apenas. Em 1850 essas prateleiras estavam completamente ocupadas e em 1860 o telhado foi levantado para permitir a construção de um teto abobadado e de uma galeria com mais prateleiras.
Ao longo do salão, ficam os bustos de mármore que são uma das marcas da biblioteca. Coleção iniciada em 1743, inclui bustos de filósofos, escritores ocidentais e de personalidades de algum modo ligadas ao Trinity College, sendo que o mais valioso é o de Jonathan Swift, feito pelo escultor Louis François Roubiliac.
Outros tesouros incluem uma das poucas cópias da Proclamação da República da Irlanda, de 1916, e uma harpa irlandesa que é a mais antiga de seu tempo, provavelmente do século XV, feita em carvalho e salgueiro, com 29 cordas. Essa harpa foi o modelo para o emblema da Irlanda.
Mas a sua maior riqueza é o Livro de Kells (em inglês: Book of Kells; em irlandês: Leabhar Cheanannais), também conhecido como Grande Evangeliário de São Columba, um manuscrito ilustrado com motivos ornamentais, feito por monges celtas por volta do ano 800 DC, no estilo conhecido por arte insular. 
Por sua grande beleza e pelo primoroso acabamento, o manuscrito é considerado por historiadores e especialistas como um dos mais importantes vestígios da arte religiosa medieval, além de ter a importância de ser a peça principal do cristianismo irlandês. Povo, como sabemos, extremamente religioso.
Escrito em latim, o Livro de Kells contém os quatro Evangelhos do Novo Testamento, além de notas preliminares e explicativas, e numerosas ilustrações e iluminuras coloridas.
Apesar de instituição secular, a biblioteca emprega métodos modernos para facilitar a pesquisa, o aprendizado e o ensino.
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Para ver a beleza acesse o link aqui.



Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, Portugal


Biblioteca Joanina de Coimbra

O Conde Athanasius Raczinsky, embaixador da Prússia em Lisboa, homem muito culto e colecionador de raridades bibliográficas que guardava em seus palácios, um dos quais viria a ser o célebre Reichstag de Berlim, foi um dos mais conceituados críticos de arte do século XIX. Em suas notas sobre o tempo que viveu em Portugal e as obras de arte que lá encontrou, deixou registrado sobre a Biblioteca Joanina: "la bibliothèque la plus richement ornée que j'aie jamais visitée".
Não há exagero algum nas palavras do conde. É uma joia magnífica da qual a Universidade de Coimbra muito se orgulha e da qual cuida com enorme carinho.
Seu início foi semelhante ao de outras bibliotecas universitárias. No século XV, sua sede era em Lisboa. Enviada para o Paço Real de Coimbra, onde o então chamado Estudo iria se instalar, ocupa a sala do guarda-roupa, vizinha à Sala Grande (hoje Sala dos Capelos), passa a ser chamada de Casa do Livro e é confirmada como biblioteca pública.

Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra

O que não dura muito: com a Reforma Católica do Concílio de Trento, a biblioteca deixa de ser pública, apesar dos sucessivos estatutos assim insistirem.



Durante muito tempo, as bibliotecas importantes eram as dos colégios universitários, como o da Companhia de Jesus ou o de São Pedro, onde os autores e pesquisadores estudavam e se alojavam.



Foi só no final do século XVII, com a criação dos chamados Gerais Universitários, que a existência da biblioteca de Coimbra seria consagrada.

Mas era preciso reformar e ampliar a sala onde se encontrava, em um palácio já com 700 anos! Os livros foram então recolhidos ao segundo andar, à espera do término das obras e nisso se passaram muitos anos até que, em 1716, o reitor se dirige ao rei D. João V e lhe faz ver que ao contrário do que os Estatutos da Universidade rezavam, Coimbra não tinha uma sala à altura do acervo acumulado.

Biblioteca Joanina

Obtida a autorização do rei, foi nesse ano que começou a construção dessa que é, sob todos os aspectos, uma das mais importantes bibliotecas do mundo,no Largo da Porta Férrea, Coimbra.

Em seu riquíssimo acervo encontram-se “A Bíblia Latina de 48 linhas”, editada em 1462; o “Livro das Horas”, manuscrito com iluminuras, de meados do século XV; “Mensagem”, único livro de Fernando Pessoa a ser editado em vida do poeta, em 1934 (o exemplar é conservado na brochura original e tem dedicatória manuscrita do Autor); “Paesi novamente retrovatti”, organizado por Francesco de Montalboddo, impresso em 1507, compila relatos de viagens de descoberta (ou redescoberta) empreendidas por portugueses, espanhóis e italianos.

Trata-se da primeira vez que se editou em italiano a terceira viagem de Américo Vespúcio. Inclui um dos primeiros relatos publicados sobre a viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil. Despertou grande interesse e com a presteza possível naquele tempo, foi editado também em latim e em alemão.

Panorâmica da Universidade de Coimbra acesse o link aqui.


Biblioteca do Convento de Mafra - Portugal
Biblioteca do Convento de Mafra, Portugal
O maior tesouro de Mafra é sua biblioteca (c.1730) que, juntamente com a biblioteca de Coimbra, representam o que de mais belo e elegante há nesse tipo de arquitetura em Portugal.
As prateleiras, feitas em madeira brasileira, medem, ao todo, 83 metros de extensão. Entalhadas em estilo rococó, as estantes abrigam mais de 40 mil obras; entre elas vemos verdadeiras raridades bibliográficas, como os incunábulos.
Todas as encadernações em couro marroquino gravado a ouro, são prova viva de que as bibliotecas antigas são, na verdade, porta-jóias que guardam jóias.
A sala imensa, com 88 m de comprimento, 9,5m de largura e 13m de altura, recebe iluminação natural que até hoje impressiona pela perfeição com que a luz do dia foi aproveitada, invadindo o salão e iluminando o piso principal e a galeria, através de enormes janelas que além de funcionais, são muito belas.
A biblioteca tem planta em cruz; na parte mais a sul, ficam os livros religiosos, com manuscritos religiosos ainda em pergaminho. Prática habitual nas bibliotecas antigas, os códices e incunábulos eram acorrentados, como podemos ver na foto à esquerda.
No centro, encontramos os livros sobre os quais a inquisição tinha reservas, que vão da filosofia à anatomia, e entre eles uma preciosa relíquia: o manuscrito do “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente.
Na parte a norte da cruz, perto da entrada, estão os livros de arquitetura, direito, medicina e música. Ali fica uma primeira edição de "Os Lusíadas", impressa em 1572.
Na foto abaixo uma mesa especial para o estudo e desenho de mapas; não consegui descobrir seu nome, e olhem que já fui a Mafra algumas vezes... E quantas mais pudesse ir, iria: tudo lá é um verdadeiro deslumbramento!
Tertúlia Bibliófila
"Se não te agradar o estylo,e o methodo, que sigo, terás paciência, porque não posso saber o teu génio, mas se lendo encontrares alguns erros, (como pode suceder, que encontres) ficar-tehey em grande obrigação se delles me advertires, para que emendando-os fique o teu gosto mais satisfeito"
- Bento Morganti - Nummismologia. Lisboa, 1737. no Prólogo «A Quem Ler»
O Palácio
Convento de Mafra, Portugal
Dom João V fez o voto de construir um convento, voto que cumpriu em 1711, ao mandar erguer, na Vila de Mafra, o convento dedicado a Nossa Senhora e a Santo Antonio, para ser entregue à Ordem dos Frades Arrábidos.
O convento, originalmente, estava destinado a abrigar 13 frades, mas ao longo dos anos cresceu e tornou-se um palácio-mosteiro com capacidade para 300 monges.
Conhecido como o Palácio Nacional de Mafra, sua construção, com exceção da bela pedra branca de Lioz, típica de Portugal, foi quase toda feita com material importado da Itália, Holanda, França, Antuérpia e Brasil. Daqui foram todas as madeiras utilizadas e o nosso ouro pagou por tudo o mais: mármores, cristais, baixelas, sinos, órgão, imagens, alfaias, artistas, artesãos, e um imenso e longo etc.
Todo o palácio é belíssimo. Chamam a atenção a Basílica e seus dois carrilhões com um total de 92 sinos que pesam mais de 200 toneladas e são considerados os maiores e melhores do mundo; as dependências para abrigar os doentes, sobretudo os que sofriam de doenças mentais; as escadarias; a proporção de seus ambientes; e o lavrado das pedras, realmente primoroso.
A 22 de Outubro de 1730, embora as obras ainda estivessem atrasadas, decidiu El-Rei que se celebrasse a cerimônia de Sagração da Basílica, presidida pelo Cardeal Patriarca D. Tomás de Almeida, participando toda a Família Real, Corte e representantes de todas as Ordens.
O Convento
O convento dos Premonstratenses (ordem religiosa fundada por São Norberto no ano 1120 d.C. em Prémontré, França) do qual faz parte a Biblioteca Strahov, foi criado em Praga, em 1143, pelo Bispo de Olomuc com apoio do arcebispado de Praga e do Príncipe da Bohemia (depois Rei) Vladislav e sua mulher Gertrude. A origem do acervo da biblioteca data da fundação do mosteiro.
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Biblioteca do Castelo de Chantilly - França
(Bibliothèque et Archives du Château de Chantilly)
Biblioteca do Castelo de Chantilly
A Biblioteca do Castelo de Chantilly, no Petit Château, abriga mais de 1300 manuscritos e 12.500 obras impressas, incluindo a Bíblia de Gutenberg e cerca de 200 manuscritos medievais. Essa Biblioteca é parte de uma propriedade de franceses que também inclui uma das mais importantes galerias de arte da França.
Castelo de Chantilly
O Castelo de Chantilly (em francês: Château de Chantilly) é um palácio localizado em Chantilly, Oise, no Norte da França, no vale do rio Nonette, afluente do rio Oise.
Monumento histórico ligado à personagem de François Vatel (1631-1671), que aqui teria criado a receita culinária do creme de chantilly, compreende dois edifícios principais: o Grand Château e o Petit Château. Mais tarde, em 1781, a seu respeito, Louis-Sébastien Mercier referirá:
"Nunca encontrei nada comparável a Chantilly nos arredores da capital. (...) Trinta viagens neste lugar encantado não diminuiram a minha admiração. É o melhor casamento feito entre a arte e a natureza".
Castelo de Chantilly
O palácio ocupa o lugar de um castelo medieval. As grandes cavalariças, construídas entre 1719 e 1740, são uma obra prima do arquitecto Jean Aubert e abrigam, atualmente, o Musée vivant du cheval (Museu vivo do cavalo). Os jardins são uma das mais notáveis criações de André Le Nôtre.
À exceção do Petit Château, construído por volta de 1560 por Jean Bullant para Anne de Montmorency, o palácio foi destruído durante a Revolução Francesa e reconstruído na década de 1870, segundo planos do arquitecto Honoré Daumet, para o último filho do Rei Luís Filipe I, Henrique de Orleães, Duque d'Aumale (1822-1897), herdeiro do domínio de Chantilly, que aqui instalou as suas coleções de pintura, desenhos e livros antigos. Este proprietário viria a legar o conjunto ao Instituto de França, sob o nome de Museu Condé. A cidade de Chantilly desenvolveu-se para Oeste do palácio durante e depois da Revolução Francesa.
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Biblioteca Bodleian da Universidade de Oxford
 (Duke of Humfrey’s Library, Bodleian, Oxford University, England)
Biblioteca Bodleian da Universidade de Oxford
A biblioteca da Universidade de Oxford (1602), uma das mais antigas da Europa, na Inglaterra só perde em tamanho para a famosa British Library do Museu Britânico, Londres. Seu nome é Bodleian Library, mas o mundo acadêmico de Oxford a chama de Bodley ou simplesmente pelo apelido, the Bod.
É uma das cinco bibliotecas inglesas encarregadas do depósito legal de obras publicadas no Reino Unido e sob a Lei Irlandesa lhe é permitido requisitar uma cópia de livros publicados na República da Irlanda. A Bodleian é uma biblioteca de referência e pesquisa e seus documentos não podem ser removidos das salas de leitura.
Ela é composta por um grupo de cinco prédios nas proximidades da Broad Street: vão do mais antigo, que data da Idade Média tardia, conhecido como Biblioteca do Duque de Humphrey, ao mais moderno, a Nova Bodleian, de 1930.
Um dos prédios mais lindos é esse da imagem à esquerda, o Radcliffe.
Além dos cinco acima mencionados, fazem parte do conjunto cerca de 30 unidades que respondem pelo funcionamento do grupo, entre bibliotecas de faculdades e departamentos.
No século XIV o bispo de Worcester criou uma biblioteca situada na Igreja de Saint Mary Virgin, na principal rua de Oxford, a High Street.
Bodleian-Library
A coleção cresceu muito, mas foi só entre 1435 e 1437, quando Humphrey, Duque de Gloucester, fez a doação de sua grande coleção de manuscritos para a Escola de Teologia que o espaço finalmente foi oficialmente considerado insuficiente,  e a necessidade de um novo prédio ficou aparente. Esse também ficou pequeno...
No século XVII, Thomas Bodley ofereceu ao vice-chanceler da Universidade a reforma da biblioteca original e a construção de um novo prédio, que ficou pronto em 1602 e recebeu o nome do mecenas, além de herdar sua grandiosa biblioteca particular.
Foi quando a Bodleian passou a ser uma biblioteca aberta a todos os membros da comunidade acadêmica.
Seus números são impressionantes: o grupo Bodleian cuida de mais de 11 milhões de itens em 188 quilômetros de prateleiras e tem uma equipe de mais de 400 funcionários. Seu contínuo crescimento fez com que cerca de 1 milhão e meio de itens fossem armazenados em depósitos fora de Oxford, inclusive numa mina de sal desativada, no Cheshire.
O acervo é muito rico: manuscritos valiosíssimos; códices cuja importância é desnecessário enfatizar, bastando citar o mais antigo manuscrito dos quatro Evangelhos, em cóptico, antigo idioma egípcio; a Bíblia de Gutemberg, de ca.1455, uma das únicas cópias completas que ainda existem; um primeiro in-fólio de Shakespeare, de 1623 e muitas outras raridades. Acima e abaixo, iluminuras que fazem parte do acervo da the Bod. ___
Site Oficial: Biblioteca Bodleian 


Biblioteca da Abadia de Waldsassen, Baviera - Alemanha
(Stiftsbibliothek Waldsassen)
Biblioteca da Abadia de Waldsassen, Baviera, Alemanha.
A Biblioteca Waldsassen Abbey, uma abadia cisterciense é uma das bibliotecas mais importantes no sul da Alemanha. A construção da abadia começou em 1133 e sua biblioteca em 1433, mas só entrou em uso com o Abade Eugen Schmidt (1724-1726). Dez imagens  esculpidas magistralmente em madeira em tamanho natural, na galeria salão principal da biblioteca. Estas representam as diferentes facetas de orgulho na forma de loucura, escárnio, hipocrisia e ignorância. Também tem bustos esculpidos no espaço de pessoas famosas do mundo antigo, como Sófocles, Platão, Sócrates e do imperador Nero. Em quatro grandes afrescos do teto e fenômenos místicos são representadas cenas da vida do monge cisterciense São Bernardo de Claraval. Os medalhões de dez retratos mostram o grande Doutor da Igreja. ___ Site Oficial (Alemão): Biblioteca da Abadia de Waldsassen

Biblioteca do Congresso Americano - Washington, EUA
( Library of Congress, Washington, DC, USA)
Biblioteca do Congresso Americano, Washington, EUA.
A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, em Washington, é a instituição cultural mais antiga do país e a biblioteca mais completa do mundo. Criada em 1800 pelo então presidente John Adams, possui atualmente cerca de cento e quarenta milhões de obras em pelo menos quatrocentos e setenta idiomas, muitas das quais verdadeiros tesouros - por exemplo, os diários manuscritos de George Washington ou um exemplar da bíblia de Gutenberg. Com o advento das novas tecnologias, parte do seu patrimônio já está a ser digitalizado e, portanto, tornar-se-á acessível a qualquer leitor.
O centro de Washington abriga um dos grandes tesouros norte-americanos: a Biblioteca do Congresso. Considerada a maior e mais completa biblioteca do mundo, já resistiu a dois incêndios e à conseqüente perda de milhares de livros. No entanto, a sua coleção – que foi sendo reposta ao longo dos tempos - distribui-se atualmente por mil quilômetros de estantes e está a ser digitalizada com o objetivo de se tornar acessível a todos.
A Biblioteca foi criada a 24 de Abril de 1800 através de um decreto oficial assinado pelo então presidente John Adams. O “Ato do Congresso” transferia, assim, a sede do governo de Filadélfia para Washington. Na nova capital, o governo destinou cinco mil dólares para a compra de livros necessários ao funcionamento do Congresso, e a um espaço que fosse capaz de armazená-los.
Inicialmente a biblioteca fica instalada no Capitólio. Porém, quando as tropas inglesas invadem o território em 1814, um primeiro incêndio destrói não só o edifício como também os três mil exemplares que este continha até à data. Num golpe de sorte, em menos de um ano a sua coleção ganha 6.487 livros: o ex-presidente Thomas Jefferson, com várias dívidas para pagar, vende a sua biblioteca pessoal. Passara mais de cinqüenta anos a colecionar obras sobre os Estados Unidos e referentes a todos os temas científicos.
Em Dezembro de 1851, um segundo incêndio põe fim a trinta e cinco mil livros e raridades como os retratos dos cinco primeiros presidentes norte-americanos pintados por Gilbert Stuart, um retrato original de Cristóvão Colombo e estátuas de George Washington, Thomas Jefferson e Marquês de la Fayette.
Atualmente, a biblioteca é gerida por quatro mil bibliotecários que, para além da organização e preservação do seu patrimônio, se dedicam a manter a filosofia iniciada por Thomas Jefferson: o caráter universal do conhecimento só é possível se acreditarmos na importância de todos os temas. Foi nessa base que Rand Spofford, bibliotecário entre 1864 e 1897, a transformou numa instituição nacional, estabelecendo a lei dos direitos autorais pela qual todos os que publicassem teriam de enviar à biblioteca dois exemplares do seu trabalho. Por conseguinte, houve uma entrega massiva de livros, mapas, folhetos, fotografias e músicas e, claro, uma escassez de estantes para os guardar.
Em 1873, o Congresso autoriza então um concurso para novas propostas a fim de alargar a biblioteca. Em 1886, o projeto de Washington John e J. Paul Pelz é posto em prática e constrói-se um impressionante edifício baseado na arquitetura renascentista. O seu interior começa a ser decorado com esculturas e pinturas de vários artistas norte-americanos. A 1 de Novembro de 1897, a Biblioteca do Congresso abre oficialmente as suas portas ao público. ___
Site Oficial: Biblioteca do Congresso Americano 



Biblioteca do Castelo de Beloeil - Bélgica
Bibliothèque du Chateau du Beloeil - Belgium
Biblioteca do Castelo de Beloeil - Bélgica
A biblioteca abriga mais de 20.000 livros e manuscritos preciosos Beloeil, algumas das quais são raras, como o "Liber passionis" braços de Henrique VII de Inglaterra. Um retrato de Albert Henry, segundo Príncipe de Ligne (1609-1641), lembra que o homem de estudo foi o criador deste conjunto único. A história e a invenção da imprensa até o presente. A importância da biblioteca sobre os interesses de ambos os livros sobre a qualidade de ligantes, assinados pelos maiores mestres neste domínio. Junto à biblioteca, uma sala pequena contém livros, encadernadas em rosa, o marechal Charles-Joseph de Ligne e mais de 3.500 cartas de autógrafos, correspondência trocada entre os homens preciosos e famoso com príncipes soberanos de Ligne. Castelo de Beloeil (Château de Beloeil) O Castelo de Beloeil está situado na municipalidade de Beloeil, na província de Hainaut, Bélgica. Desde o século XIV, tem sido a residência do Príncipe de Ligne. O castelo está no meio de um magnífico jardim barroco projetado em 1664. Beloeil tornou-se possessão da família Ligne em 1394. No começo do século XV, o castelo local foi escolhido como residência principal da família nobre. O castelo era uma construção retangular fortificada com um fosso em volta e tinha quatro torres redondas em cada canto. Esta estrutura básica ainda está conservada, mas as fachadas e os interiores foram grandemente alterados com o decorrer dos séculos.
Sala de Jantar do Castelo de Beloeil
Nos séculos XVII e XVIII, o castelo fortificado foi transformado em uma luxuosa casa campestre, seguindo o exemplo francês. A partir de 1664 foi criado o magnífico parque, com os seus pequenos lagos geométricos, as suas alamedas rectas e as suas perspectivas grandiosas. Os típicos "bosquets" - jardins fechados por altos sebes - foram preservados, apesar da preferência por jardins ingleses durante os séculos XVIII e XIX. Um pequeno jardim de paisagem com uma ruína foi exposto na direta vizinhança do castelo pelo célebre Charles Joseph, Príncipe de Ligne. Um lago artificial retangular possui estátuas clássicas em cada ponta. Os interiores foram luxuosamente decorados com finas mobílias e com coleções de arte da família. No Ano Novo de 1900, um desastre atingiu o castelo. Um incêndio queimou-o completamente, mas a maioria de suas mobílias, incluindo a biblioteca, que contém mais de vinte mil preciosos volumes, e a coleção de arte foram salvos. O castelo então foi reconstruído nos anos seguintes pelo arquiteto francês Samson. Os interiores foram suntuosamente redecorados com as melhores peças da coleção dos Ligne, lembrando o Palácio de Versalhes. ___ Site Oficial: Chateaudebeloeil 




Biblioteca Nazionale Marciana, Venice, Italy
(National Library of St Mark's)
Biblioteca Nazionale Marciana, Venice, Italy
A Biblioteca Nazionale Marciana (ou seja, a biblioteca de São Marcos, padroeiro de Veneza) é a mais importante biblioteca de Veneza e uma das maiores de Itália. Contém uma das mais ricas colecções de manuscritos do mundo.
É conhecida em italiano sob os nomes alternativos de Biblioteca di San Marco, Libreria Marciana, Libreria Sansoviniana, Libreria Vecchia, Libreria di San Marco ou simplesmente La Marciana. Ocupa parte dos edifícios da praça de São Marcos na piazzetta dei Leoncini, na margem do Grande Canal de Veneza. A História da Biblioteca Em 1362 Petrarca propôs que fosse criada uma biblioteca pública em Veneza. O projecto não se realizou, mas o poeta legou a sua biblioteca pessoal à cidade (hoje está conservada na "Marciana"). O primeiro passo para a biblioteca pública data da doação do cardeal Bessarion, que entregou os seus livros à República de Veneza ad communem hominum utilitatem (em 31 de Maio de 1468): 746 manuscritos dos quais 482 em grego e 246 em latim, aos quais se juntaram 250 outros manuscritos após a morte do doador. A biblioteca viu as suas coleções enriquecerem graças a inúmeras doações e legados, bem como por incorporação de outras bibliotecas da cidade e da República. Uma importante parte das obras provém de Constantinopla, depois da cidade ter sido tomada pelos otomanos: isto fez de Veneza o principal centro de estudo dos clássicos gregos, o que atraiu numerosos humanistas. Um certo número reunia-se em volta de Alde Manuce na Academia Aldina. Em 1603, uma lei entrou em vigor, impondo a todos os impressores de Veneza o depósito de uma cópia de cada obra à Marciana. Esta última torna-se assim a biblioteca central da República.
“Sala d’Oro", no Palazzo della libreria/Biblioteca Marciana
(afrescos, by Paolo Veronese)
Depois da queda da República, as coleções dos estabelecimentos religiosos, suprimidas por Napoleão foram para a Marciana. Bessarion colocara uma condição aquando do legado dos seus livros: que eles fossem conservados num lugar apropriado. Veneza não respondeu de imediato a esta exigência do cardeal. A biblioteca foi primeiro instalada num edifício da Riva degli schiavoni, e depois na Basílica de São Marcos, e por fim ao Palácio dos Doges. Foi apenas em 1537 que se determinou a construção de um palazzo della libreria (palácio da biblioteca), na praça de São Marcos. O projeto foi confiado a Jacopo Sansovino. Os trabalhos continuaram até 1546 e a biblioteca foi transferida em 1553. O edifício não terminou, no entanto, senão em 1588: os últimos trabalhos foram conduzidos por Vincenzo Scamozzi, depois da morte de Sansovino em 1582. Contribuíram entre outros na decoração Tiziano, Veronese, Alessandro Vittoria, Battista Franco, Giuseppe Porta, Bartolomeo Ammannati e Tintoretto. Em 1811 a biblioteca foi transferida para o Palácio dos Doges e não voltou à sede histórica senão em 1924. Os edifícios ficaram demasiado pequenos, e a biblioteca ocupa hoje a fabbrica della Zecca, além do palazzo della libreria. A biblioteca hoje A biblioteca tem hoje o estatuto de biblioteca pública do Estado. As suas coleções incluem: - 1.000 000 de obras impressas antigas e modernas - 2.283 incunábulos - 13.000 manuscritos - 24.055 livros do século XVI As obras mais conhecidas são dois códices da Ilíada, o Homerus Venetus A (século X) e o Homerus Venetus B (século XI). Encontra-se igualmente na Marciana a Chronologia magna de Fra Paolino, manuscrito de Plínio, cópia de 1481 que pertenceu a Giovanni Pico della Mirandola, um exemplar do primeiro livro impresso em Veneza, numerosas edições aldinas, uma rica coleção de cartas e de atlas (incluindo uma cópia do mapa-múndi de Fra Mauro), etc. ___ Site Oficial: Biblioteca Marciana/Veneza

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© Pesquisa, seleção e organização: Elfi Kürten Fenske ____
** Post atualizado em 26.04.2014.




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